<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737</id><updated>2011-06-21T02:11:13.434+01:00</updated><title type='text'>Raio de Lua</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>143</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-116136831696004642</id><published>2006-10-20T19:01:00.000+01:00</published><updated>2006-10-20T22:50:55.936+01:00</updated><title type='text'>Ad memoriam Raio de Lua</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Este será o último poste do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://raio-de-lua.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Raio de Lua&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. E já não é feito pela respectiva titular, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/profile/20642854"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Luar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. É feito por mim, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/profile/13092869"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Politikos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, admirador da escrita enxuta e personalizada da autora. A ideia da própria era pura e simplesmente apagá-lo. Consegui demovê-la e ofereci-me para &lt;em&gt;fechar a porta e guardar a chave &lt;/em&gt;na sua ausência. Que não sei - nem ela sabe neste momento - se será longa ou curta. Julgo que ela deseja continuar a comentar como &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/profile/20642854"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Luar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;, mas não a &lt;em&gt;postar&lt;/em&gt;. Tenho sempre pena quando vejo desaparecer um blogue. Tenho particularmente pena que sobretudo se apague sem remissão um blogue, como já aconteceu com o saudoso &lt;/span&gt;&lt;a href="http://polisetc.blogspot.com/2006/03/in-memoriam-salvados-de-mofa.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A MOFA&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; . Penso até que um blogue, sobretudo quando tem comentários, deixa de ser só do próprio e passa a ser de todos quantos nele comentaram e de todos quantos o visitaram. Assim sendo, fico, com todo o gosto, com a custódia do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://raio-de-lua.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Raio de Lua&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;. Cá o tem à sua espera, cara Luar, quando quiser. Até sempre ou até depois, algures na blogosfera.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/profile/13092869"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Politikos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-116136831696004642?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/116136831696004642/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=116136831696004642' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116136831696004642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116136831696004642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/10/ad-memoriam-raio-de-lua.html' title='Ad memoriam Raio de Lua'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-116110947492072382</id><published>2006-10-17T19:19:00.000+01:00</published><updated>2006-10-20T20:04:00.963+01:00</updated><title type='text'>Real Politik</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As recentes experiências nucleares da Coreia do Norte tiveram um espectador atento no Irão, que aguarda os próximos desenvolvimentos para proceder a uma análise de oportunidades e ameaças dos seus próprios ensaios na matéria. Naturalmente que, no domínio da política internacional, nada hoje é mais enganoso do que fazer uso de um raciocínio dedutivo. Às mesmas situações, ou a situações afins, só por acaso se aplicam as mesmas soluções, melhor dizendo, soluções em que se vislumbre um vestígio que seja da mesma lógica ou dos mesmos princípios inspiradores. Na política internacional, cada caso é um caso e, ainda que a acção a que se reage tenha precedentes, há os interesses estratégicos, os poderes colaterais, os recursos naturais, as proximidades geográficas, as simpatias do momento, as forças de opinião, as «dicas do Mário Soares» e um sem número de outros factores capazes de impor uma resposta absolutamente inédita e imprevisível. É o que há de perturbador na «real politik». O mundo evolui e a política internacional deve reconhecê-lo e adaptar-se a essa evolução. Mas sem uma linha de intervenção coerente, sem uma consistência, sem uma «moral» que tanto valorize a vida humana no Líbano, como no Iraque ou no Darfur, não há política que resista ao mais benevolente teste de credibilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-116110947492072382?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/116110947492072382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=116110947492072382' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116110947492072382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116110947492072382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/10/real-politik.html' title='Real Politik'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-116092528090034028</id><published>2006-10-15T16:09:00.000+01:00</published><updated>2006-10-15T16:17:59.713+01:00</updated><title type='text'>Casamentos... e casamentos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Continua na ordem do dia o problema da legitimidade do casamento entre homossexuais. Ao qual muitas opiniões atribuem a responsabilidade pelo declínio da instituição. Para mim, que, talvez por deformação profissional, encaro o casamento como um mero contrato constituinte de direitos e deveres recíprocos, designadamente no domínio da partilha de bens, nada, em princípio, obsta à extensão do seu regime (com as necessárias adaptações) a ligações homossexuais. Não é, com efeito, uma tal extensão que me parece «antinatural». O desvio ao que traduz o modelo comum ou predominante na natureza, a excepção ao comportamento padrão que é garante da continuidade das espécies, é a própria homossexualidade. Desvio que, no entanto, enquanto resultado de uma tendência ou de uma procura pessoal do prazer, é hoje geralmente aceite sem grandes pruridos de ordem moral ou outra. Não vejo, por isso, por que razão se há-de vedar a duas pessoas do mesmo sexo, unidas por laços de suposta afectividade, a possibilidade de negociar e assegurar protecção jurídica às condições da sua união particular. Já, pelo contrário, vejo todas as razões para lhes limitar o acesso à figura da adopção. A primeira das quais será o aparecimento, «na liça», de uma terceira pessoa, menor e vulnerável, sobre cujo desenvolvimento é ainda difícil conceber os efeitos de uma tal «paternidade». Esta convicção estremece, é certo, perante a visão de uma coorte de crianças órfãs, vítimas da fome, da violência, da miséria e do abandono… Qual será, para elas, o mal menor? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-116092528090034028?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/116092528090034028/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=116092528090034028' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116092528090034028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116092528090034028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/10/casamentos-e-casamentos.html' title='Casamentos... e casamentos'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-116076659495473274</id><published>2006-10-13T20:07:00.000+01:00</published><updated>2006-10-15T16:08:50.696+01:00</updated><title type='text'>O que faz um bom vinho</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;«Quel homme n’a jamais transgressé Ta Loi, dis?&lt;br /&gt;Une vie sans péché, quel goût a-t-elle, dis?»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Antes e depois de Omar Khayyam, poeta persa do século XI, também conhecido como o «poeta do vinho», muito se escreveu e continuará a escrever acerca do «precioso néctar». Pelo que nada poderei acrescentar a tudo o que já foi dito. A não ser que, há dias, algures no Alto Alentejo, sentada, com um grupo de amigos, ao redor de uma mesa bem provida, discutindo, à luz de uma janela estreita, mas soalheira, assuntos variados, desde os benefícios do chá verde e de um intestino disciplinado, até aos temas, menos comezinhos, da dicotomia Ocidente-Oriente (tomando a dianteira à velha divisão Norte-Sul) e do potencial de colaboração económica de Portugal com Angola e com o país vizinho (torneada, na circunstância, a questão iberista); pois nessa tarde, experimentei o melhor vinho do mundo. Não recordo a marca e apenas sei que era «monocasta», característica que, ao que me asseveram, não é referência para um tinto. Mas este, escorregando, a pequenos goles, por uma garganta pouco afeiçoada a álcoois, deixou um travo e uma sensação de suave «euforia» que assinalaram a ocasião, votada, de outro modo, a não ter registo. Claro que, segundo os entendidos, o que faz um bom vinho é também o «momento»…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Luar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-116076659495473274?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/116076659495473274/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=116076659495473274' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116076659495473274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116076659495473274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/10/o-que-faz-um-bom-vinho.html' title='O que faz um bom vinho'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-116058643502932672</id><published>2006-10-11T18:05:00.000+01:00</published><updated>2006-10-12T11:13:39.043+01:00</updated><title type='text'>A Baixa</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na Baixa, a «saison» turística ainda não acabou. Dois em cada três dos que lhe calcorreiam as ruas e as travessas ou se retemperam nas esplanadas de restaurantes e cafés não falam português. A Baixa é, no conjunto das zonas históricas da nossa capital, a mais atractiva, com os seus espaços fechados ao trânsito, os seus largos e praças, as suas simetrias, a vizinhança do Tejo e um Chiado bem recuperado das sequelas do incêndio de 88, onde o comércio readquiriu dinamismo e qualidade. Apresenta, no entanto, alguns imperdoáveis senãos. De que o pior é o Terreiro do Paço, debruado, junto ao rio, por um friso de estaleiros de um empreendimento que parece não ter fim. É para quando a sua conclusão? As porções de terreno empapado e de aspecto movediço que se avistam do outro lado dos gradeamentos não lhe auguram um final feliz, mas vai sendo altura de retirar dali aquela tralha e aquele lixo. Também para Oriente da Rua Augusta, a situação deixa a desejar: as fachadas dos edifícios estão enegrecidas, senão corroídas pelo tempo e pela poluição, e as ruas apresentam-se sujas e irregulares, sob um movimento caótico, agravado pela presença das eternas obras de reparação. A zona, candidata a património mundial, quer-se estimada e preservada, mas a imagem que se obtém de inúmeros ângulos é uma imagem de decadência. Há um filme dos Beatles, que remonta, salvo erro, aos anos sessenta, em que Lisboa é chamada a cidade dos buracos. Em que ponto estamos, no que a «buracos» diz respeito, quase meio século depois?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-116058643502932672?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/116058643502932672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=116058643502932672' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116058643502932672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116058643502932672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/10/baixa.html' title='A Baixa'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-116041331946457626</id><published>2006-10-09T17:54:00.000+01:00</published><updated>2006-10-09T18:05:35.306+01:00</updated><title type='text'>Serão no Trindade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fui, neste fim-de-semana, ao Teatro da Trindade assistir a «As Bodas de Fígaro». Cantadas em português, apresentaram-se sob uma curiosa encenação de vaga inspiração nipónica e uma representação exuberante, destinada a conquistar uma assistência variada e de todas as idades. Não obstante um ou outro excesso de burlesco, talvez um pouco depreciativo do classicismo da obra, gostei. Mas o que mais me agradou foi o próprio teatro, que não conhecia. No qual procurei situar-me, tendo por referência o episódio do «sarau da Trindade» dos Maias. Não vi, naturalmente, as «plantas» que ornavam as «escadas» que conduziam ao «antessalão», nem me apercebi, na plateia, de uma «coxia tapetada de vermelho». «De ambos os lados se cerravam filas de cabeças», mas não havia homens «encostados aos pilares ligeiros que sustêm a galeria», nem «espelhos», nem «bancos de palhinha». Fazia, é certo, um calor sufocante, mas não era do «gás» «vibrando cruamente na sala clara» e apenas do «aperto» da gente. Século e meio volvido, o Trindade actualizou os seus adereços e mal o reconheci. Excepção feita do percurso até ao bar. É que, antes mesmo do início da sessão, segui os passos do Ega e do Alencar e desci «lá a baixo», ao «botequim», onde estive a ponto de pedir o «grogue». Não fosse a premência de um café forte que me permitisse resistir a três horas e meia de espectáculo…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-116041331946457626?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/116041331946457626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=116041331946457626' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116041331946457626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116041331946457626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/10/sero-no-trindade.html' title='Serão no Trindade'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-116023640704440761</id><published>2006-10-07T19:45:00.000+01:00</published><updated>2006-10-07T19:55:40.083+01:00</updated><title type='text'>Adivinhe quem vem jantar</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É um homem alto, magro e austero, de feições talhadas a escopro e martelo e uma queixada forte, mas pouco elástica e expressiva. Guindado ao topo da pirâmide política, parece um tanto espartilhado no correspondente fato cinzento, como se o seu fato não fosse esse, mas outro mais cinzento ainda. É que a timidez modera-lhe a ambição e não tira, por isso, conforto de situações públicas que não domine ao detalhe. Razão, também, por que parece frequentemente subjugado pela mulher, que é desempenada e saliente, e cujos encantos se afiguram, ao comum dos mortais, absolutamente ocultos. Na reabertura dos meus «salões», estando o convidado na «ressaca» de umas recepções «principescas», gostaria de aprimorar o cardápio. Mas se me guio pelos gostos dela, não tenho orçamento. E dele, não arranco informação, blindado, como o vejo, nos seus silêncios e meias palavras. Só, talvez, consultando a imprensa espanhola. Mas prefiro seguir o instinto. Que, atento à sua rigidez, me propõe um cozido macio, algo que não obrigue a grandes exercícios de maxilar, nem a especiais requintes de gesto. Nada de intimidante, apenas o trivial. Não vou, tão-pouco, carregar nos temperos e puxar à bebida. Há homens que nunca, nem para o bem, nem para o mal, «furam» as regras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-116023640704440761?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/116023640704440761/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=116023640704440761' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116023640704440761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116023640704440761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/10/adivinhe-quem-vem-jantar.html' title='Adivinhe quem vem jantar'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-116005899990326602</id><published>2006-10-05T15:26:00.000+01:00</published><updated>2006-10-05T16:43:09.516+01:00</updated><title type='text'>Sentido de humor</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há um conflito quase tão grave como o que opõe os ricos aos pobres, que é o que se sabe latente entre os bem-humorados - pessoas com o riso na alma, que nada poupam à sua ironia, feita de expressões reticentes, de brejeirices, de subtilezas de palavras ou de argúcias de raciocínio - e os sisudos - que «secam» as piadas alheias com o seu sorriso morno, que encaram com severidade quem galhofa com o caricato das situações, que têm raros assomos de um sarcasmo duro e formal, e que todos se melindram com insignificâncias. Apesar de se cruzarem em cada esquina, vivem, uns e outros, nos antípodas do género humano e até na linguagem se estranham: nem os que têm graça conseguem ser engraçados, nem os que são importantes conseguem ser levados a sério. Ora esta pequena, mas insuperável, diferença de caracteres está na génese de milhentos dos impasses e rupturas que envenenam a vida da gente; e que desembocam, quantas vezes, nas temíveis soluções musculadas que pontuam a História do planeta. Assim se pudesse inocular sentido de humor em quem o não tem e quantos dramalhões, públicos e privados, se não esfumariam em gargalhadas? E depois, se é verdade que uma «tacha arreganhada» nem sempre é imagem de fecunda oxigenação cerebral, é-o, pelo menos, de muita saúde! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-116005899990326602?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/116005899990326602/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=116005899990326602' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116005899990326602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/116005899990326602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/10/sentido-de-humor.html' title='Sentido de humor'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115989842320692553</id><published>2006-10-03T18:49:00.000+01:00</published><updated>2006-10-05T15:26:20.376+01:00</updated><title type='text'>Blogo, blogas, bloga, blogamos...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alguém, há uns tempos, declarava, numa entrevista transcrita no Courrier Internacional, que se bloga por exibicionismo. Fiquei preocupada com a afirmação, não só porque a sua autoria era de um abalizado especialista em matérias de comunicação, como também porque vivo no perpétuo receio de que todos os «barretes» me sirvam. Mas a verdade é que, se se bloga por exibicionismo porque se partilham opiniões e se revelam aspectos da própria personalidade, então toda a forma de comunicação pessoal envolve um maior ou menor grau de exibicionismo. Aspecto que não distingo nos blogues anónimos, por exemplo; ou naqueles cujo fito é defender determinadas posições ideológicas ou comentar acontecimentos públicos; ou ainda nos blogues colectivos, onde, frequentemente, os cunhos de intervenção individuais se esbatem no todo. Pessoalmente, se blogo, é porque extraio grande prazer do exercício da escrita, nesta dimensão confortável da dúzia e meia de linhas. Podia manter um diário, mas o meu quotidiano não forneceria matéria que chegasse. Blogando, agarro qualquer tema. E a perspectiva de um ou mais leitores, reais ou imaginários, do outro lado do ecrã impõe-me uma disciplina. Naturalmente que me exponho. E talvez até me exiba nalguns volteios e atavios de estilo. Mas que interessa? Que sou eu, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, senão uma ficção?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115989842320692553?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115989842320692553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115989842320692553' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115989842320692553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115989842320692553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/10/blogo-blogas-bloga-blogamos.html' title='Blogo, blogas, bloga, blogamos...'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115971874550058809</id><published>2006-10-01T17:04:00.000+01:00</published><updated>2006-10-01T17:05:45.546+01:00</updated><title type='text'>Ainda a propósito de segurança...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lembro-me de ter visto, faz mais de uma dúzia de anos, creio que aplicados em processos de recrutamento de pessoal, uns inquéritos em que era solicitado aos respondentes que pontuassem, por ordem decrescente de importância, certos atributos do emprego, como a motivação, a diversidade das tarefas, a remuneração, as regalias sociais, a flexibilidade do horário e a segurança. Lembro-me, também, de que a segurança era, invariavelmente, remetida para o fundo da escala. Neste, como noutros domínios, as pessoas não sobrevalorizavam a segurança, porque confiavam – suponho - no futuro. Hoje, pelo contrário, a segurança subiu ao topo das suas preocupações. Alguém acabado de chegar da Rússia me dizia, há dias, ter detectado sintomas de saudosismo até em gente das gerações intermédias. Mas num país em que se assassinam altos funcionários do Estado, porque se opõem à corrupção das elites, do mercado e das máfias, a recordação do que era a estabilidade e a segurança sob o regime monolítico soviético não pode senão despertar alguma nostalgia. Como muitos dos nossos «anciãos» lastimam a queda do Estado Novo, porque Lisboa era, no seu tempo, uma cidade limpa, segura e os empregos duravam toda a vida. Chegámos a um ponto em que estamos dispostos a ceder parte do que temos (e conquistámos ao longo da História) a troco de mais segurança. Ceder quanto? Espero que pouco. Mas por pouco que seja, já indicia um tremendo cansaço com os «caprichos» deste novo século.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115971874550058809?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115971874550058809/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115971874550058809' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115971874550058809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115971874550058809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/10/ainda-propsito-de-segurana.html' title='Ainda a propósito de segurança...'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115952270937957722</id><published>2006-09-29T07:36:00.000+01:00</published><updated>2006-09-29T10:43:00.053+01:00</updated><title type='text'>O Sentinela</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Gostei de «O Sentinela». Inscreve-se na linha dos filmes de acção policial de produção norte-americana, cujo ritmo acelerado já constitui, por si só, um excelente entretenimento. Conta, além disso, com um bom naipe de actores, desde o maduro Michael Douglas, que, não obstante, reincide no papel de galã, até à interessante Kim Basinger, que, mantendo os seus atributos, soube, a seu tempo, demarcar-se, com mérito, da imagem condicionadora do Nove Semanas e Meia. Mas o melhor que o filme tem para oferecer é um vislumbre do que será o sistema de segurança que rodeia o Presidente dos Estados Unidos da América. O sistema é impressionante, não apenas pela extensão dos serviços que mobiliza e pela sua perfeita articulação, mas também pelo arsenal de meios sofisticados de comunicação, informação e transporte que detém. E depois – como se imagina - cada movimento é planeado ao segundo, contemplando uma série de trajectórias alternativas, sobre que a escolha é aleatoriamente feita pelo processo da «moeda ao ar»; a vigilância é assegurada, vinte e quatro sobre vinte e quatro horas, por um exército de «sentinelas» com recurso a «chips» de localização; todo o meio circundante é observado, invadido e vasculhado sem contemplações; e a intimidade não existe. Fica-se, enfim, com a sensação de estar perante o homem que, nunca estando só, é o mais solitário do planeta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115952270937957722?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115952270937957722/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115952270937957722' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115952270937957722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115952270937957722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/09/o-sentinela.html' title='O Sentinela'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115931018386962818</id><published>2006-09-27T00:14:00.000+01:00</published><updated>2006-09-27T10:53:56.866+01:00</updated><title type='text'>Os povos, como as pessoas...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nos povos, como nas pessoas, há luzes que se vão apagando. A cultura cresce com os anos, porque se alimenta da experiência, mas a capacidade de criar ou renovar tende a perder-se à medida que também os estímulos da competição e da ambição diminuem. As pessoas envelhecem e morrem, tal como as civilizações. Houve um momento em que receei que, no confronto da civilização ocidental com a muçulmana, ambas antigas de muitos séculos, ambas tendo conhecido a crise e a glória, a primeira, gasta pelo remorso de certos gestos condenáveis do seu passado, estivesse prestes a sucumbir à pressão da segunda, que se apresenta pujante na sua agressividade e no seu despudor. Mas depois dos recentes acontecimentos desencadeados pelo discurso de Bento XVI, já não receio. O Ocidente, apesar dos mil «pecados» que o atormentam, tem por si a força da razão, da introspecção e da autocrítica. Que não negam, antes afirmam, a confiança na sua actual supremacia. O Ocidente aburguesou, mas compete, tem ambição, cria, está vivo. O mundo muçulmano, pelo contrário, debate-se numa meia cegueira, que lhe nega a possibilidade de se questionar e de projectar um futuro aberto à diversidade e à inovação. Talvez faltem mais vozes desassombradas, como a de Bento XVI, para que a luz não se lhe apague de vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115931018386962818?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115931018386962818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115931018386962818' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115931018386962818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115931018386962818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/09/os-povos-como-as-pessoas.html' title='Os povos, como as pessoas...'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115919159299817931</id><published>2006-09-25T17:38:00.000+01:00</published><updated>2006-09-25T18:51:08.320+01:00</updated><title type='text'>Não são só os professores que choram</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na Sábado desta semana vem uma entrevista acerca da nova linha telefónica SOS Professor. Aí se referem as dificuldades que os professores sentem em lidar com uma juventude «deficitária» no campo da educação e do respeito pelos mais velhos, «défice» que os problemas de inserção social resultantes da emigração ainda agravam. O quadro é sombrio e compreenderia que poucos se abalançassem, por estes dias, a tão exigente «métier». Não é, porém, o caso. Há professores de sobra e o número dos que não têm colocação ou estão sob horário «zero» raia o escândalo. Desconfio que a docência continua a ser, como há alguns anos, o escape de quem não encontra emprego nas suas áreas de vocação. Daí que sejam tantos aqueles cujo gosto pela formação de terceiros se afigura duvidoso. Diz-se, na entrevista, que um inquérito entretanto realizado a cerca de três mil professores revela que mais de 40% escolheriam outra profissão se pudessem voltar atrás. Ora aí está o que decerto explica as inúmeras situações de falta de seriedade, designadamente na justificação das ausências ao serviço, entre uma gente responsável, em primeira linha, pela edificação de jovens personalidades; e explica também que, no termo de uma semana de aulas, haja alunos do ensino oficial que ainda não conhecem os seus professores numa série de cadeiras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115919159299817931?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115919159299817931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115919159299817931' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115919159299817931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115919159299817931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/09/no-so-s-os-professores-que-choram.html' title='Não são só os professores que choram'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115903055973470794</id><published>2006-09-23T17:52:00.000+01:00</published><updated>2006-09-23T21:51:49.476+01:00</updated><title type='text'>A tragédia de uma loira</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ser loira em Portugal não é tarefa fácil. Exige, desde logo, pelo atributo de raridade de que goza nos países meridionais, predisposição para arcar com a «curiosidade» lúbrica e nem sempre discreta e oportuna do sexo oposto. Exige também - porque o loiro da infância escurece, frequentemente, com a idade – paciência para suportar um conjunto de sacrifícios de apuramento estético, incluindo a regular deslocação ao cabeleireiro e a sujeição a operações que ameaçam enfraquecer, quando não «desflorestar», o couro cabeludo. E exige, finalmente – por isso que parece dedicar atenção excessiva às aparências – capacidade para resistir ao inesgotável rol de graçolas que se comprazem com reduzir-lhe o cérebro à dimensão de uma ervilha. Ser loira significa, portanto, ter de ser melhor, mais culta, mais racional e mais assertiva do que são as outras, sempre que queira impor uma imagem de mérito que transcenda o puro aspecto visual. Pessoalmente, quando vejo &lt;a href="http://www.garfos.letrascomgarfos.net/archives/2006/09/20/louras/"&gt;piadas como esta&lt;/a&gt;, rio – como sei que ririam muitas loiras que conheço – mas não deixo de me sentir solidária com a sua «cruz». Até porque adivinho ser meu desígnio evoluir para loira, na nuance «cendrée», assim que o cerco de cabelos brancos apertar de molde a tornar essa a solução expedita de disfarce.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115903055973470794?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115903055973470794/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115903055973470794' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115903055973470794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115903055973470794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/09/tragdia-de-uma-loira.html' title='A tragédia de uma loira'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115875906149359023</id><published>2006-09-21T00:12:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T00:15:25.900+01:00</updated><title type='text'>A «rua» e a representatividade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desde há muito que a «representatividade democrática» dos fenómenos de rua constitui para mim, leiga nas matérias das ciências sociais que sobre eles se debruçam, um verdadeiro enigma. Confiando no rigor dos números, entendo que cada cabeça apenas se representa a si própria e significa um voto – embora admita a possibilidade de fazer extrapolações dessa cabeça para outras, quando, na base de tais extrapolações, estão os critérios estatísticos que subjazem à «mecânica» das sondagens. Algo, porém, de diferente ocorre com os fenómenos de rua. Pessoa que desça à calçada em «manifestação» parece adquirir, por esse simples facto, uma representatividade significativamente superior à de quem se refugie no sossego - e no «silêncio» - do lar. Marchas ou paradas de alguns milhares são frequentemente interpretadas como exprimindo a vontade de um povo de milhões. Mas até o factor numérico se torna despiciendo e bastarão umas centenas, senão dezenas, se estas erguerem as vozes a níveis ensurdecedores, exibirem para os «media» esgares arrepiantes de «papões de meninos», espanejarem cartazes com ameaças de morte, acenarem com armas, ou queimarem bandeiras ou efígies numa histeria de populaça. Poucos que sejam, vemo-los muitos. A representatividade da «rua» beneficia, portanto, do efeito multiplicador das demonstrações de força, tal como a representatividade da «casa» sofre do efeito redutor das demonstrações de fraqueza. É um mundo em que o poder das urnas e a paridade «cabeça-voto» têm, afinal, um valor circunscrito e a lei que impera é ainda a «lei da selva».&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115875906149359023?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115875906149359023/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115875906149359023' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115875906149359023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115875906149359023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/09/rua-e-representatividade.html' title='A «rua» e a representatividade'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115868828734489342</id><published>2006-09-19T18:42:00.000+01:00</published><updated>2006-09-19T18:51:27.383+01:00</updated><title type='text'>Rentrée</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A «rentrée» é, para mim, uma quadra geralmente optimista, repleta de boas promessas. Animada pela ideia de recomeço, incentiva-me a fazer planos de reformular a imagem, de melhorar e enriquecer as rotinas culturais, de realizar alguns sempre adiados projectos e, sobretudo, de não repetir erros do passado. Gosto de planear, embora raramente cumpra o planeado. Este ano, porém, ainda nada planeei. Para além da agitação e dos imponderáveis associados ao arranque de outros ciclos naturais da vida, há esse estranho mundo, que nos rodeia, que, de repente, parece virar-se do avesso e me traz desolada e apreensiva. No nosso país, dizem-me, anuncia-se forte agitação social para quando as reformas preconizadas pelo actual Governo começarem a conhecer aplicação prática. A função pública aguarda nervosamente a publicação das leis orgânicas, que impulsionarão a demolição e a reconstrução, decerto dolorosas, de um edifício administrativo desde há muito sobredimensionado, pesado, marasmático, mas seguro para os seus «moradores». E, lá fora, assanha-se um conflito civilizacional que aterra o Ocidente, quase disposto a abdicar dos seus valores fundamentais e a impor-se a censura para não acirrar os ânimos de uma «rua» minoritária, mas ruidosa e assustadoramente mediévica, que o ameaça com o espectro da guerra santa. Não, o panorama não convida ao optimismo; não vou fazer planos nesta «rentrée». Vou apenas propor-me – e já acho muito - viver cada dia o melhor possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115868828734489342?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115868828734489342/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115868828734489342' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115868828734489342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115868828734489342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/09/rentre.html' title='Rentrée'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115853181370274759</id><published>2006-09-17T23:20:00.000+01:00</published><updated>2006-09-18T13:10:04.936+01:00</updated><title type='text'>Diz-me o que vestes...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que a pessoas não falam apenas com palavras é um dado adquirido. Como também o é que mostram bastante do que são e do que pensam pelo vestuário. Quando, há dias, me desloquei com a minha filha à sua nova escola de música, tive oportunidade de o confirmar, ainda que as nossas discretas calças de ganga e T-shirts não tenham chocado, pois, num cenário de tantos e tão variados exotismos, tudo se encara como absolutamente normal. Não é, portanto, difícil referenciar cada espécime do género humano a um «habitat». Designadamente no terreno político. Assim como não há figura da esquerda folclórica que use gravata, não a há da direita conservadora que a tire ou se apresente, publicamente, com um vestígio de enxovalho na roupa. Em todos estes anos de observação, recordo um único caso que me custou caracterizar. Era médico do trabalho no meu primeiro emprego. No rescaldo do PREC - o partido comunista detendo ainda um poder incontestado no sector empresarial público - o nosso homem trajava umas camisas de flanela aos quadrados, abertas sobre o peito, umas calças largas e amarrotadas, alpercatas e a barba espessa, típica dos que alinhavam com as forças vivas do proletariado urbano. Como técnico, não tinha a confiança do pessoal, nem o apreço das hierarquias. Mas todos sabiam quem era e o que era. Um dia, porém, mudou - foi por meados da década de oitenta, já o poder sindical comunista dava sinais de esmorecimento perante as ardilosas estratégias de implantação dos «amarelos». O nosso homem começou, de repente, a aparecer de fato escuro e completo, incluindo colete atravessado pela corrente dourada de um possível relógio, gravata repolhuda, sapatos lustrosos de muita graxa e muito polimento e uma bigodeira digna de um Paiva Couceiro. A inspiração era anglo-saxónica, mas de uma época indefinida, situada algures pela viragem do século. Denunciaria semelhante mudança a adesão a um modelo monárquico de feição liberal? Corria pelos mentideiros que se filiara no partido socialista, mas a mim parecia-me um lorde. Claro que ainda não sabia ser essa a ambição de quantos se acoitam a certos partidos…&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115853181370274759?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115853181370274759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115853181370274759' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115853181370274759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115853181370274759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/09/diz-me-o-que-vestes.html' title='Diz-me o que vestes...'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115827835447481825</id><published>2006-09-15T00:47:00.000+01:00</published><updated>2006-09-15T09:44:15.713+01:00</updated><title type='text'>Alta velocidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Segurar o volante produz, geralmente, dois efeitos automáticos no condutor: um é a sua metamorfose num monstro de agressividade que, à menor contrariedade na estrada, desfia o rosário dos mais básicos impropérios, ora os soletrando num tom audível por quantos circulam no raio de umas centenas de metros, ora murmurando entre dentes, mas com igual rancor; outro é a sua transformação numa criatura terrivelmente apressada, em luta contra o tempo, incapaz de ter pela frente uma bicha, um camião ou a carripana de um velhote, ansiosa por deixá-los para trás, por poder manobrar à largura da faixa de rodagem, por acelerar ao limite e por alcançar, num ápice, o fim do caminho. Estes dois efeitos, repete-se, afectam todos (ou quase todos) os que conduzem. E se ainda não há regras que proíbam o insulto ao «chico-esperto», já as há que disciplinam a pressa. São regras universais, que impõem limites de velocidade. E por cujo cumprimento zela uma implacável polícia, que defende tratar-se de uma questão de vida ou de morte. Sê-lo-á realmente? O exemplo recente do Ministro da Economia disse-me que não. Pelo que prontamente guardei o recorte da notícia junto à carta, à laia de reserva de argumento contra a autoridade. Afinal, também eu tenho pressa, muita pressa; e, com frequência, há gente à minha espera por motivos tão ou mais ponderosos do que uma indiferenciada reunião autárquica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115827835447481825?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115827835447481825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115827835447481825' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115827835447481825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115827835447481825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/09/alta-velocidade.html' title='Alta velocidade'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115817096743166929</id><published>2006-09-13T19:05:00.000+01:00</published><updated>2006-09-13T19:09:27.456+01:00</updated><title type='text'>Outras leituras de férias</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Do livro que estou a ler, &lt;em&gt;Talleyrand&lt;/em&gt;, de Duff Cooper, retirei este excerto que compara o papel das mulheres no século XVIII com o seu papel actual… Serão os efeitos da massificação? Da quantidade que dilui a qualidade?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[…] in the Paris of Talleyrand’s youth the great ladies were the leaders of talk as well as of fashion. They were the arbiters not only of elegance, but of ethics, of politics, and of all the arts. No man could rise to prominence except against the background of a salon, and over every salon a woman ruled.&lt;br /&gt;The years that have since elapsed have witnessed what is called the enfranchisement of woman, but neither from the polling booth nor from her seat in Parliament has she as yet succeeded in exercising the same control over the lives of men and the fate of nations as was hers while she remained merely the centre of a select circle in her own drawing-room. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115817096743166929?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115817096743166929/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115817096743166929' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115817096743166929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115817096743166929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/09/outras-leituras-de-frias.html' title='Outras leituras de férias'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115797530629940668</id><published>2006-09-11T12:42:00.000+01:00</published><updated>2006-09-11T14:56:50.660+01:00</updated><title type='text'>Teorias...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Completam-se hoje cinco anos sobre os acontecimentos mais marcantes deste início do século vinte e um. Século de que a constante se tornou a violência gratuita e o medo. De repente, porém, depois de ler uns artigos de jornal e de ver umas reportagens televisivas, fico sem saber se terão sido cinco ou três os anos que, afinal, decorreram; se o golpe terá sido engendrado por células islamitas enfeudadas à Al-Qaeda ou, pelo contrário, por quadrilhas de capitalistas selvagens, de olho nas barras de ouro enterradas sob os alicerces das duas torres; se terá havido quatro, ou três, ou apenas dois aviões envolvidos no evento e se não terão sido deglutidos por algum OVNI os tristes passageiros do 93, que parece não terem deixado rasto; se terá, realmente, ocorrido um 11 de Setembro ou se não terá tudo passado de uma sofisticada montagem dos «media», com o objectivo de rentabilizar o espectáculo da implosão de dois simbólicos edifícios nova-iorquinos. Multiplicam-se, enfim, os «ses» e prosperam as teorias da conspiração - cuja força não reside no naipe de provas que apresentam, mas, tão somente, na «habilidade criticante» com que contestam as provas produzidas pelas teorias oficiais. Merecem respeito, sem dúvida, aqueles que se debruçam sobre dados incompletos e os aprofundam para chegar ao âmago das questões - ainda que toda a investigação sobre assuntos da natureza, da dimensão e do alcance do 11 de Setembro tenha, necessariamente, um lado secreto. Mas não merecem respeito nenhum aqueles que, especulando sobre lacunas ou incertezas, tentam impingir como verdadeiro o produto das suas delirantes e enviesadas imaginações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115797530629940668?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115797530629940668/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115797530629940668' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115797530629940668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115797530629940668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/09/teorias.html' title='Teorias...'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115771989738149133</id><published>2006-09-08T13:47:00.000+01:00</published><updated>2006-09-08T13:51:37.386+01:00</updated><title type='text'>Leituras de férias</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acabei, há dias, &lt;em&gt;Marcello Caetano, As desventuras da razão&lt;/em&gt;, de Vasco Pulido Valente. Um livro do qual retive a imagem de um homem de elevadíssima estatura intelectual; a sua visão de e para a África portuguesa, que o atabalhoado processo descolonizador e as suas consequências viriam, trinta anos mais tarde, a revelar «politicamente inexpugnável»; e esta curiosa (mas não inédita) ideia acerca da «identidade» do povo português:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A História, por análise e comparação, revelava as «realidades nacionais». No caso de Portugal, os cento e cinquenta anos desde 1820 demonstravam com abundância que as liberdades políticas e os partidos desenvolviam os «defeitos» dos indígenas, «sem aprimorar e difundir» as respectivas virtudes. Instáveis (por causa do seu «temperamento latino»), «destituídos de verdadeiro senso crítico» (embora «dotados» de «arguta habilidade criticante»), os portugueses gostavam da «variação» por si mesma e as suas opiniões «andavam muito ao sabor das conjunturas» ideológicas e outras. Daqui que os regimes democráticos (ou simplesmente representativos) em Portugal fossem por força estéreis, tumultuosos e destrutivos; e provocassem na nação a «febre excitante e consumptiva» de que em 1928 Salazar a curara, fazendo-a viver habitualmente.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Luar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115771989738149133?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115771989738149133/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115771989738149133' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115771989738149133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115771989738149133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/09/leituras-de-frias.html' title='Leituras de férias'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115754166522129214</id><published>2006-09-06T12:18:00.000+01:00</published><updated>2006-09-06T12:21:05.253+01:00</updated><title type='text'>O meu catolicismo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já não é a primeira vez que, em reuniões de amigos, uns provavelmente católicos, outros não, me vejo na condição ingrata de única voz dissonante no coro de protestos que se ergue contra certas posições oficiais da Igreja. A minha argumentação é invariavelmente a mesma e invariavelmente não colhe, admito que, nalguma medida, por incapacidade de suplantar os fantásticos níveis de sonoridade que o coro geralmente atinge. Sobre o celibato dos padres, reclamo e torno a reclamar que só este garante a prevalência do factor vocacional e evita que a carreira eclesiástica passe a constituir uma saída profissional como outra qualquer. E sobre o assunto, mais sensível, do preservativo, defendo e torno a defender que a Igreja, para quem o primado é da fidelidade e da família, não pode, coerentemente, manifestar-se favorável a algo conotado com promiscuidade sexual (sendo certo que a prática no terreno não deixa de revelar, da sua parte, uma avaliação realista das situações). Já, porém, sobre a questão das células estaminais, guardo um silêncio atrapalhado. É que, na base do que se sabe, alinho com o protesto. Mas ser católica, para mim, é também isso: é poder duvidar, criticar e divergir, sem medo de que as portas se fechem. Tem essa «debilidade», a Igreja Católica, de as manter franqueadas até para os seus piores inimigos. Sob o seu tecto, a ninguém se nega um lato «direito de santuário».&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115754166522129214?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115754166522129214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115754166522129214' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115754166522129214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115754166522129214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/09/o-meu-catolicismo.html' title='O meu catolicismo'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115739178247127972</id><published>2006-09-04T18:16:00.000+01:00</published><updated>2006-09-04T18:47:33.856+01:00</updated><title type='text'>Pequenos sinais de declínio</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já tivera informações nesse sentido, que um artigo de uma recente Sábado confirmou: o bidé está a cair em desuso. Para alguns, dispensará qualquer sucedâneo; para outros, estará sendo substituído por um pequeno chuveiro, acoplado, julgo, àquela peça chamada sanita, ou, para os mais saudosistas, retrete, que se espera que lhe não siga o exemplo. O fenómeno restringe-se aos países do Sul da Europa. No Reino Unido, a serventia do bidé não está posta em causa. É verdade que o artefacto é aí uma quase novidade. Segundo o meu dentista de há uns anos, homem de curiosas teorias que, movido, decerto, por um rancor ancestral pelas prepotências do General Beresford e a humilhação do Mapa Cor de Rosa, tinha os ingleses na conta de pouco «soignés», a introdução do bidé na Grã-Bretanha só teria ocorrido em meados do século XX, numa cerimónia solene com honras de presença da rainha. Não é, ainda assim, esta reduzida antiguidade nas ilhas que explica o bom conceito em que os pragmáticos britânicos o têm. São antes a sua utilidade e as economias que proporciona. Coisas que a nós, meridionais, deixam insensíveis. Pois não vale por um milhão de bidés o luxo de repuxos e águas trepidantes de um moderno «jacuzzi»?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115739178247127972?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115739178247127972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115739178247127972' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115739178247127972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115739178247127972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/09/pequenos-sinais-de-declnio.html' title='Pequenos sinais de declínio'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115721007299698488</id><published>2006-09-02T16:10:00.000+01:00</published><updated>2006-09-03T02:15:06.560+01:00</updated><title type='text'>Mar...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Adormeci com o bramido das ondas contra a areia e os rochedos, pressentindo, na «noite de breu», o «mostrengo» de Pessoa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;Quem vem poder o que só eu posso,&lt;br /&gt;que moro onde nunca ninguém me visse&lt;br /&gt;e escorro os medos do mar sem fundo?&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje acordei com Sol; um Sol esquivo, num céu pálido e debruado de nuvens, mas um Sol retemperante. Abro a janela e observo o mar. O «mostrengo» recolheu e só as gaivotas gritam, sobrevoando a praia. Para além das pedras do molhe, o azul risca-se de tons espessos, pontilhados do branco dos carneirinhos. No horizonte, esbatido sob a orla de neblina, distingo a silhueta minúscula de duas embarcações. Não está calor e o ar, impregnado de humidade salgada, pega-se ao corpo. Dizem que daqui não há quem volte sem uma carga de reumatismo. Não interessa. A minha janela está aberta e vai ficar aberta até ao fim destes quinze dias. Enquanto olho para o mar, estou tranquila e não vejo a pequenez do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115721007299698488?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115721007299698488/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115721007299698488' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115721007299698488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115721007299698488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/09/mar.html' title='Mar...'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115704411106728071</id><published>2006-08-31T17:53:00.000+01:00</published><updated>2006-08-31T19:17:51.886+01:00</updated><title type='text'>31 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A vida, com os anos, normaliza-se, ganha rotinas e a nossa aventura vai sendo, cada vez mais, a «aventura interior» de que fala Alçada Baptista. Noto, porém, não sem alguma apreensão, que o tempo das «aventuras interiores» é muito curto! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115704411106728071?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115704411106728071/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115704411106728071' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115704411106728071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115704411106728071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/31-de-agosto.html' title='31 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115696093658251205</id><published>2006-08-30T19:00:00.000+01:00</published><updated>2006-08-30T19:02:16.586+01:00</updated><title type='text'>30 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De acordo com o Jornal de Negócios, o preço do café subiu este ano 40 por cento nos mercados internacionais, devido à seca e às pestes que assolaram os principais produtores e diminuíram as colheitas. É uma má notícia para os portugueses, que se contam entre os maiores consumidores de café do mundo. Para mim, viciada num único cafezito matinal, tanto faz. Além de que S. Tomé está, por ora, imune a secas e não consta, tão pouco, que o atormentem problemas epidémicos. Ainda, porém, que o seu café acompanhe a tendência do mercado, manter-lhe-ei a minha fidelidade. Não há outro café como o de S. Tomé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115696093658251205?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115696093658251205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115696093658251205' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115696093658251205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115696093658251205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/30-de-agosto.html' title='30 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115687789463653494</id><published>2006-08-29T19:54:00.000+01:00</published><updated>2006-08-30T17:12:52.360+01:00</updated><title type='text'>29 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Li há pouco no Diário Digital que «a operação humanitária que o Programa Alimentar Mundial (PAM) está a desenvolver em Angola corre o risco de ser encerrada devido à falta de financiamento pelos doadores internacionais». Mas… e os dinheiros do petróleo? E os dos diamantes? E a imensa riqueza que, segundo todas as opiniões, o país detém? Onde estão eles? O que é feito dela? Porque é que têm setecentos mil angolanos em Angola de depender do PAM e da caridade estrangeira?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115687789463653494?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115687789463653494/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115687789463653494' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115687789463653494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115687789463653494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/29-de-agosto.html' title='29 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115678738414952301</id><published>2006-08-28T18:47:00.000+01:00</published><updated>2006-08-30T17:12:23.523+01:00</updated><title type='text'>28 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não sou leitora assídua das revistas sociais. Sempre me desanimou o exemplo dessa gente que lhes inunda as páginas, que, entre jantares, festas, «vernissages» e outros prestigiantes eventos, angaria, invariavelmente, um número mínimo de duzentos «melhores amigos». Pois lendo a Sábado desta semana, fiquei a saber que as pessoas não têm, normalmente, mais do que três. E que os restantes são amizades superficiais que, segundo Liz Spencer, autora do estudo «Rethinking Friendship», estão para a vida como as bolhas para o champanhe. Constato, portanto, que não há motivos para desânimo, que estou em linha com a normalidade. Apenas não deliro, só isso, com bebidas com gás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115678738414952301?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115678738414952301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115678738414952301' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115678738414952301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115678738414952301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/28-de-agosto.html' title='28 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115669018945310765</id><published>2006-08-27T15:44:00.000+01:00</published><updated>2006-08-31T22:00:28.400+01:00</updated><title type='text'>27 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;«&lt;em&gt;Se a falta de democracia não é um defeito especificamente árabe, o mundo árabe é o único sistema regional onde este handicap é partilhado por quase todos os países, de tal modo que a ditadura propriamente dita, apesar de limitada a dois ou três – o Iraque ontem, a Síria e a Líbia sempre – dá o tom ao resto e, atenuando o peso das pseudodemocracias, nivela as liberdades por baixo.&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;Embora derive em primeiro lugar do défice democrático, a ascensão do islão político não pode constituir uma resposta ao impasse dos Estados e das sociedades árabes. Enquanto resistência à opressão, esta ascensão resulta também do fracasso do Estado moderno e do igualitarismo das ideologias do progresso e, neste sentido, aparenta-se à ascensão dos fascismos na Europa. Com efeito, uma vez despojados do véu religioso que os reveste, os comportamentos sociais dos movimentos islamistas apresentam muitas analogias com as ditaduras fascistas. Por conseguinte, validar a pretensão do islão político para representar uma força de mudança equivale a aceitar a ideia de que o défice democrático será perene, e de que o encontro com a modernidade continuará a ser um encontro falhado&lt;/em&gt;.»&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;se o islamismo não é – ou já não é – um agente do estrangeiro, é ao estrangeiro que ele dá razão. Ao justificar o choque de civilizações, ao assumi-lo até, dá aos partidários da cruzada a ocasião de se alistarem, e ao Ocidente de utilizar todos os meios ao alcance da sua capacidade tecnológica para manter a sua supremacia sobre os árabes. E para perpetuar a sua impotência&lt;/em&gt;.»&lt;br /&gt;(Samir Kassir, &lt;em&gt;Considerações sobre a Desgraça Árabe)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115669018945310765?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115669018945310765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115669018945310765' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115669018945310765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115669018945310765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/27-de-agosto.html' title='27 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115661115609584359</id><published>2006-08-26T17:46:00.000+01:00</published><updated>2006-09-03T02:18:48.313+01:00</updated><title type='text'>26 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;«&lt;em&gt;O sentimento de devastação que irradia do braseiro iraquiano bastaria por si só para dizer a extensão do impasse árabe. Concentraram-se aqui os três males que obstruem o futuro: a ditadura, e que ditadura, sempre traumática mesmo depois de ter desaparecido, a ocupação estrangeira e, devido às derrapagens da ocupação, a violência cega que se justifica pelo messianismo religioso. Assiste-se aqui a uma extraordinária dilapidação de riquezas que, em vez de uma Prússia árabe – vislumbrada nos anos 30 – ameaça produzir uma nova Somália&lt;/em&gt;». (Samir Kassir, &lt;em&gt;Considerações sobre a Desgraça Árabe)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Morrem cem pessoas por dia no Iraque. Fala-se que o conflito religioso está prestes a descambar numa guerra civil. Despertará tal facto nostalgias dos tempos de Saddam&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;? Há quem defenda que é melhor um poder ditatorial do que nenhum poder, ou do que o poder caído à rua. Mas a História tem-nos mostrado que há, geralmente, um preço a pagar pela liberdade e pela democracia. Que a transição entre regimes se tem feito, predominantemente, pela violência, que parece compensar as frustrações caladas sob o autoritarismo. Talvez o Iraque esteja a pagar tal preço. Por isso, continuo a apostar numa solução de paz para aquele país. Embora, sendo ele muçulmano e a questão religiosa, só aposte numa solução «sine die»...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115661115609584359?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115661115609584359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115661115609584359' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115661115609584359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115661115609584359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/26-de-agosto.html' title='26 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115652377223378329</id><published>2006-08-25T17:32:00.000+01:00</published><updated>2006-08-25T18:52:20.553+01:00</updated><title type='text'>25 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tinha acabado de escrever o «post» de ontem quando, passando os olhos pelos telejornais, me deparei com a notícia, de âmbito internacional, de que haveria, na Irlanda, uma raça de vacas que mugiam com sotaque. Na dúvida sobre o impacto dessa realidade nos destinos do mundo, da Europa e da própria Irlanda, estive a um passo de reformular o «post». Mas ocorreu-me, depois, que em tão valorosa estirpe vacum poderia estar a ascendência da futura espécie de seres inteligentes do planeta, do mesmo modo que, noutros tempos, de um ramo de símios se fizeram os homens. Decidi, por isso, manter o «post» - que me custou a acusação de «snob intelectual» - e acrescentar-lhe este… porque em bovinos que têm sotaque adivinho, na verdade, um imenso potencial de desenvolvimento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115652377223378329?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115652377223378329/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115652377223378329' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115652377223378329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115652377223378329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/25-de-agosto.html' title='25 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115643998311416694</id><published>2006-08-24T18:15:00.000+01:00</published><updated>2006-08-24T18:19:43.146+01:00</updated><title type='text'>24 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As notícias de política internacional interessam-me bastante mais do que as da nossa política caseira. É que, se as primeiras respeitam a factos que podem traçar ou marcar o destino de um país, de um continente ou do planeta, as segundas, porque o destino de Portugal, enquanto parte da UE, se decide noutras instâncias, apenas condicionam a imagem do Governo (altamente manipulador de tudo o que possa afectá-la) ou a dos partidos. E a polémica que geram não parece capaz de mudar o que quer que seja num quadro que é, já de si, pouco motivador. Por isso, não vibro com a questão de saber se houve, ou não, censura às emissões televisivas sobre os incêndios; ou se teve, ou não, cabimento a renúncia ao mandato do Presidente da Câmara de Setúbal; ou se foi, ou não, um fiasco o comício do Pontal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115643998311416694?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115643998311416694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115643998311416694' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115643998311416694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115643998311416694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/24-de-agosto.html' title='24 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115635492086353179</id><published>2006-08-23T18:30:00.000+01:00</published><updated>2006-08-23T19:10:41.346+01:00</updated><title type='text'>23 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Passaram, há dias, na SIC Notícias, imagens impressionantes sobre a guerra dos diamantes na Serra Leoa, denunciando um brutal vandalismo sobre populações indefesas. Passaram também imagens dos emigrantes ilegais, atingindo a Europa, pelas costas de Espanha e de Itália, num estado de aflitivo depauperamento. O fascínio de África, da imensidão dos seus horizontes, da fauna exótica e da riqueza natural, perde-se perante estas e outras realidades humanas, feitas de miséria, violência e privação extremas. Com o mundo a ficar tão pequeno, por quanto tempo ainda conseguiremos mantê-las longe de nós?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115635492086353179?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115635492086353179/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115635492086353179' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115635492086353179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115635492086353179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/23-de-agosto.html' title='23 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115626441862164147</id><published>2006-08-22T17:31:00.000+01:00</published><updated>2006-08-22T17:33:38.666+01:00</updated><title type='text'>22 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mais do que a incapacidade do Governo libanês, ou o radicalismo primário do Irão, ou as perplexidades e hesitações da Europa, ou a pretensa derrota de Israel; mais ainda do que a impudência do Hezbollah que, depois de sacrificar os civis aos seus desígnios, os indemniza e «compra» sob a capa de um genuíno humanitarismo; mais do que tudo isso, irrita-me, supinamente, a hipocrisia francesa, que, neste sensível contexto, é um «luxo» a que não se daria quem não estivesse absolutamente convicto da sua superioridade e da debilidade mental dos outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115626441862164147?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115626441862164147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115626441862164147' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115626441862164147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115626441862164147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/22-de-agosto.html' title='22 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115617995124091798</id><published>2006-08-21T18:01:00.000+01:00</published><updated>2006-08-21T18:05:51.270+01:00</updated><title type='text'>21 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não conheço a «função pública» senão pelo pouco que vejo e pelo mais que adivinho e oiço dizer. Mas estava capaz de arriscar a comparação de que a função pública está para o «relaxe» laboral como a prisão está para o crime. Não há melhor «escola». Não duvido de que conte, nas suas fileiras, muita gente trabalhadora, empenhada e imbuída de um verdadeiro sentido de serviço público. Mas é lá também que se encontram os «habilidosos», os que sabem como iludir a autoridade do chefe, «fintar» a lei do absentismo, escapar impunes de uma indisciplina e sacar, enfim, o ordenado por inteiro ao cabo de um mês de aturados jogos de «Solitaire», de longos debates pelos corredores, de navegações clandestinas pela Internet e de esforço profissional «zero».&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115617995124091798?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115617995124091798/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115617995124091798' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115617995124091798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115617995124091798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/21-de-agosto.html' title='21 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115609370623337453</id><published>2006-08-20T18:02:00.000+01:00</published><updated>2006-08-20T18:08:26.236+01:00</updated><title type='text'>20 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os primeiros «baby boomers» sexagenários fazem um título jornalístico de choque (no Público). Essa geração, nascida entre 46 e 64, protagonizou tão profundas mudanças sociais e culturais, e com tal vivacidade e inconformismo, que se diria resistente ao envelhecimento. Mas o tempo, infelizmente, não poupa ninguém. Também não a revejo nas novas gerações, comparativamente indistintas, amorfas, sem valores, nem ideais claros. Que História vão estas escrever, não consigo imaginar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115609370623337453?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115609370623337453/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115609370623337453' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115609370623337453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115609370623337453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/20-de-agosto_20.html' title='20 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115600062433257946</id><published>2006-08-19T16:15:00.000+01:00</published><updated>2006-08-19T16:17:04.333+01:00</updated><title type='text'>19 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O debate político é um prazer, desde que se aceite que raramente concilia ideias. Sobretudo quando os intervenientes têm convicções firmes ou estão enfeudados a linhas ideológicas distintas. Há quem diga que, nestes casos, entram a funcionar diferentes hemisférios cerebrais, pelo que os raciocínios seguem percursos «paralelos» e nunca se encontram. Essa a razão por que pessoas de partidos opostos, até quando defendem o mesmo, discutem sempre, renhidamente, como se estivessem a defender o contrário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115600062433257946?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115600062433257946/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115600062433257946' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115600062433257946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115600062433257946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/19-de-agosto.html' title='19 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115592370852622698</id><published>2006-08-18T18:51:00.000+01:00</published><updated>2006-08-22T17:43:04.496+01:00</updated><title type='text'>18 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que sorte a dos libaneses que perderam as suas casas nos bombardeamentos! O Hezbollah está a distribuir-lhes, caritativamente, uns punhados de &lt;strong&gt;dólares&lt;/strong&gt;, para que possam refazê-las ou alugar apartamento. E que azar o dos israelitas que perderam as suas casas nos bombardeamentos! Sem o Hezbollah, vão ter de «dormir debaixo da ponte»...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Como se esperava, o Hezbollah recusa-se a acatar a ordem de desarmamento. Espera-se agora que a comunidade internacional dê o dito por não dito e converta uma situação que põe em causa a sua autoridade e o seu prestígio num problema de política interna libanesa. De que vale, pergunto, a mediação destas organizações, ONU e UE, que a si próprias se têm em tão fraco conceito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A vitória do Hezbollah está ao nível das nossas melhores «vitórias morais» (no relvado). Resta saber que vantagens práticas conta retirar de semelhante vitória, para além da condenação internacional da sua natureza de força ilegitimamente militarizada no quadro da «democracia libanesa» e de uma ordem clara de desarmamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Luar&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115592370852622698?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115592370852622698/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115592370852622698' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115592370852622698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115592370852622698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/18-de-agosto.html' title='18 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115583088617025498</id><published>2006-08-17T17:06:00.000+01:00</published><updated>2006-08-17T21:54:20.070+01:00</updated><title type='text'>17 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Portugal conheceu, na sua história recente, dois momentos negros para o seu desenvolvimento social e cultural, que o nivelaram por baixo. Um foi o «guterrismo», fomentando o «facilitismo» e a desresponsabilização; outro, o aparecimento das televisões privadas - com especial destaque para a TVI – promovendo o mais desqualificado sensacionalismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115583088617025498?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115583088617025498/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115583088617025498' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115583088617025498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115583088617025498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/17-de-agosto.html' title='17 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115574551558729329</id><published>2006-08-16T17:21:00.000+01:00</published><updated>2006-08-17T17:05:55.273+01:00</updated><title type='text'>16 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Reproduzo, a propósito, este parágrafo do artigo de Alexandre Soares Silva, publicado no último número da revista Atlântico: «&lt;em&gt;A Europa foi mais uma promessa que uma realidade; uma promessa de quê, não sei; do céu, imagino. Falhou, mas deixou os resquícios da tentativa: catedrais, palácios, castelos, tapeçarias, óperas, romances e poemas. Cada palácio de Veneza era uma promessa inconsciente de que cada casa ia ser assim e cada cidade ia ser assim; e que basicamente a vida ia ser assim, que sairíamos de casa para trabalhar num escritório e do escritório para almoçar num restaurante e não veríamos um centímetro quadrado de feiura ou baixeza no caminho todo&lt;/em&gt;».&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não há, no conceito actual, culturas melhores ou piores. As culturas não são passíveis de uma valoração relativa e o primado vai sendo da tolerância para com todas. Isto não significa que a Europa, hoje aferrada ao multiculturalismo, deva, em nome dessa tolerância, fazer tábua rasa dos seus princípios fundamentais e acolher culturas que contrariem ou contestem os valores sobre que foi, também ela, construindo, ao longo dos séculos, a sua própria cultura; e que tem, no seu território, legitimidade e obrigação de defender e conservar. Não o fazendo, corre o risco de perder a identidade, o nível civilizacional e o respeito que ainda inspira - que são, afinal, o que a torna atractiva aos olhos dos que a procuram. Em nossa casa, definimos nós as regras do jogo. E quem não as aceite, que se mude!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115574551558729329?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115574551558729329/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115574551558729329' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115574551558729329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115574551558729329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/16-de-agosto.html' title='16 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115565257045018339</id><published>2006-08-15T15:31:00.000+01:00</published><updated>2006-08-15T15:42:55.346+01:00</updated><title type='text'>15 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ainda assim, revolta-me que o regresso das populações libanesas às suas casas, no Sul do Líbano, seja tão emotivamente acompanhado e que o bombardeamento de um orfanato no Sri Lanka, vitimando sessenta crianças, mereça apenas uma fria alusão... (a par do silêncio da pacifista e humanitária comunidade internacional).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A denúncia de manipulações da informação por reputadas agências internacionais afectou gravemente a credibilidade, já duvidosa, dos «media». Vamos, decerto, assistir, nos próximos tempos, a uma tentativa de recuperação de imagem, designadamente pela contenção de alguns «tiques» do mais medíocre populismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115565257045018339?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115565257045018339/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115565257045018339' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115565257045018339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115565257045018339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/15-de-agosto.html' title='15 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115557045874108167</id><published>2006-08-14T16:42:00.000+01:00</published><updated>2006-08-15T13:19:23.196+01:00</updated><title type='text'>14 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estranhamente, sempre gostei mais de viajar nos livros do que nos aviões. E com o Tintim dei várias «voltas ao mundo». Agora, que ando a revisitar algumas das suas aventuras, encanto-me também com o seu humor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115557045874108167?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115557045874108167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115557045874108167' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115557045874108167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115557045874108167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/14-de-agosto.html' title='14 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115548477538739249</id><published>2006-08-13T16:54:00.000+01:00</published><updated>2006-08-13T17:27:14.300+01:00</updated><title type='text'>13 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Israel aprovou a adopção da resolução das Nações Unidas. E salvo eventuais imponderáveis, vai cumpri-la. O que há de reconfortante na sua actuação é que joga um jogo que conhecemos e que permite antecipar os principais lances. Já o comportamento do Líbano, dominado pelo Hezbollah, é uma incógnita, por juras e trejuras de paz que faça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115548477538739249?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115548477538739249/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115548477538739249' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115548477538739249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115548477538739249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/13-de-agosto.html' title='13 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115539558418694705</id><published>2006-08-12T15:59:00.000+01:00</published><updated>2006-08-13T22:41:43.596+01:00</updated><title type='text'>12 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Europa, ciente da sua maturidade e acomodada à sua riqueza e ao seu bem-estar, assumiu o estatuto de «intocável». Razão porque não vê, nos ataques reiterados de agentes de uma civilização subordinada a princípios que remontam ao século VII da nossa era, uma ameaça real à sua sobrevivência, mas uma incomodidade passageira, como de picadas de mosquitos. A sua resposta é pontual, circunscrita, e o resto é a confiante inércia do costume. Talvez tenha razão, talvez não haja motivos para alarme. Talvez a evolução do mundo seja, inelutavelmente, no sentido de uma progressiva «ocidentalização», que, mais dia, menos dia, neutralize as forças adversas. Mas, enquanto europeia, sentir-me-ia mais segura se soubesse que se equacionam todos os cenários. E que há, portanto, respostas, até para a hipótese apocalíptica de uma nova «invasão dos bárbaros».&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115539558418694705?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115539558418694705/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115539558418694705' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115539558418694705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115539558418694705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/12-de-agosto.html' title='12 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115530809083756322</id><published>2006-08-11T13:53:00.000+01:00</published><updated>2006-08-12T12:54:32.876+01:00</updated><title type='text'>11 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Intercalo dois estrangeiros com Camilo Castelo Branco. Para além do prazer de ler do melhor português, gozo a sensação de estar ouvindo um velho avô, cáustico mas bem-humorado, contar-me histórias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115530809083756322?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115530809083756322/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115530809083756322' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115530809083756322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115530809083756322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/11-de-agosto.html' title='11 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115521267555875781</id><published>2006-08-10T13:23:00.000+01:00</published><updated>2006-08-10T21:59:45.196+01:00</updated><title type='text'>10 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Diz-se que, dentro de dez anos, cerca de metade da população dessa região conturbada do Médio Oriente terá menos de dezoito anos. Devemos ter esperança ou medo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;*** &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Isto que se preparava na Grã-Bretanha e que hoje lançou o caos em Heathrow visava servir que causa? A reconquista do território de Granada a Bagdad? Ou seria apenas o produto de mentes dementadas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115521267555875781?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115521267555875781/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115521267555875781' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115521267555875781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115521267555875781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/10-de-agosto.html' title='10 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115514359112222793</id><published>2006-08-09T18:12:00.000+01:00</published><updated>2006-08-10T13:23:03.240+01:00</updated><title type='text'>9 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São, geralmente, os que menos razão têm que mais propaganda fazem, porque a propaganda vale hoje por mil razões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115514359112222793?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115514359112222793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115514359112222793' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115514359112222793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115514359112222793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/9-de-agosto.html' title='9 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115506368968112298</id><published>2006-08-08T19:54:00.000+01:00</published><updated>2006-08-09T18:11:54.170+01:00</updated><title type='text'>8 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tenho o rádio sintonizado na 106.2, para despertar suavemente. Ainda assim, às primeiras notas de uma música qualquer, que logo silencio, acordo todos os dias zangada com a manhã. Mas já houve um tempo em que, à mesma hora, tocava sempre o mais conhecido e belíssimo trecho da &lt;em&gt;Rapsódia sobre um Tema de Paganini&lt;/em&gt; de Rachmaninov. Nesse tempo, acordava bem e enfrentava a manhã sem ressentimentos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115506368968112298?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115506368968112298/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115506368968112298' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115506368968112298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115506368968112298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/8-de-agosto.html' title='8 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115497522443406487</id><published>2006-08-07T19:24:00.000+01:00</published><updated>2006-08-08T15:38:09.030+01:00</updated><title type='text'>7 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;«&lt;em&gt;Jamais je n’ai subi sans souffrance le regard de l’autre. Ce n’est pas la peur des foules. Je supporte d’être sur une place grouillante et engorgée, si j’y suis anonyme; mais d’entrer, par exemple, dans un restaurant où une personne, une seule, risque de me reconnaître, m’est insoutenable, j’en sort physiquement endolori&lt;/em&gt;», escreve Amin Maalouf em &lt;em&gt;Le Premier Siècle après Béatrice&lt;/em&gt;… Decerto a pensar nuns quantos, como eu, que cada vez gostam menos de jantar fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115497522443406487?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115497522443406487/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115497522443406487' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115497522443406487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115497522443406487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/7-de-agosto.html' title='7 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115482716098153065</id><published>2006-08-06T02:07:00.000+01:00</published><updated>2006-08-06T15:43:28.273+01:00</updated><title type='text'>6 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A Europa está a entrar, começa a parecer-me, numa crise aguda. Que se nota, designadamente, na sua incapacidade de ver para além da letra do que legisla e de percepcionar os valores de justiça e de equidade que lhe estão subjacentes. Uma entidade que se agarra à interpretação literal das suas leis - que raramente são, porque não conseguem ser, exaustivas nas suas previsões - é uma entidade que perdeu a noção daqueles valores; e que receia exercer a liberdade dentro dos limites do bom senso, porque perdeu, também, a noção de tais limites. É, enfim, uma entidade espartilhada e diminuída. Este caso da aceitação da legalidade de ofertas de emprego que recusem fumadores é apenas um pequeno indício, nem por isso menos representativo, do que digo. E eu sou insuspeita: não fumo e tenho dificuldade em respirar o ar pesado do fumo dos outros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115482716098153065?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115482716098153065/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115482716098153065' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115482716098153065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115482716098153065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/6-de-agosto.html' title='6 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115479136636174552</id><published>2006-08-05T16:20:00.000+01:00</published><updated>2006-08-05T18:33:21.960+01:00</updated><title type='text'>5 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se Israel adoptasse, em sua defesa, os mesmos métodos dos seus actuais adversários, a Europa era bem capaz de se mostrar mais condescendente. É que parecem irritá-la as demonstrações de auto-suficiência, de orgulho e de garbo militar (e não só) desse minúsculo país. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115479136636174552?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115479136636174552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115479136636174552' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115479136636174552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115479136636174552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/5-de-agosto.html' title='5 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115469241535415514</id><published>2006-08-04T12:49:00.000+01:00</published><updated>2006-08-04T12:53:35.376+01:00</updated><title type='text'>4 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Certos comentários e reacções - em que vou notando, designadamente na blogosfera - às notícias que nos chegam do Próximo Oriente trazem-me, frequentemente, à memória o que Eça de Queirós escreveu há mais de um século: «&lt;em&gt;Um grande pintor de Paris dizia-me o ano passado: a multidão vê falso. Vê em Portugal, sobretudo. Pela aceitação passiva das opiniões impostas, pelo apagamento das faculdades críticas, pela preguiça do exame – o público vê como lhe dizem que é&lt;/em&gt;.»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115469241535415514?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115469241535415514/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115469241535415514' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115469241535415514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115469241535415514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/4-de-agosto.html' title='4 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115460095674485905</id><published>2006-08-03T13:23:00.000+01:00</published><updated>2006-08-03T15:40:39.120+01:00</updated><title type='text'>3 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A propósito da recente polémica iberista, achei curioso o seguinte detalhe, revelado pelo «Império à deriva»: pouco antes da fuga de D. João VI, aventou-se, entre outras, a hipótese de fazer do Brasil a «sede» do nosso império e de abdicar desta nesga de território europeu, cedendo à Espanha o Algarve, em troca do Chile, e o Norte, em troca da Argentina. De que lado do Atlântico estaríamos nós hoje, se essa hipótese se tivesse concretizado?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Estou a ler o «Império à deriva», de Patrick Wilcken, que trata da fuga de D. João VI e da sua corte para o Brasil, aquando das invasões francesas. O único momento da história – ali se refere - em que os destinos de um império foram conduzidos, não da sua metrópole, mas de uma das suas colónias. Muito interessante!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115460095674485905?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115460095674485905/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115460095674485905' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115460095674485905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115460095674485905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/3-de-agosto.html' title='3 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115444005530534455</id><published>2006-08-02T08:46:00.000+01:00</published><updated>2006-08-03T13:43:10.136+01:00</updated><title type='text'>2 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Num outro artigo, também do Mil Folhas, sobre o livro do arqueólogo inglês Ward Perkins, «A Queda de Roma e o Fim da Civilização», faz-se a distinção entre o conceito de cultura e o de civilização (este último prestes a transpor a fronteira do «politicamente incorrecto»). Segundo o artigo, a cultura ou as diversas culturas existentes no mundo equivalem-se, não sendo passíveis de graduação. Pelo contrário, as civilizações admitem diferentes níveis, porque se definem, designadamente, pela riqueza que criam e pelo acesso que proporcionam aos bens culturais e de consumo. Quer isto dizer que vivemos numa civilização, a ocidental, que, segundo os critérios definidores, pode considerar-se de um nível superior ao de outras civilizações suas contemporâneas. O que não significa que deva ter-se por invulnerável. A história está recheada de exemplos de civilizações evoluídas, que desapareceram porque não foram capazes de se defender contra a destruição de recursos, a corrupção interna ou o ataque de povos menos civilizados. E «o que vem depois de uma grande civilização», conclui o artigo, «é sempre pior, mesmo para os que antes [eram] seus escravos».&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Terei ontem ouvido, na TVI, o Miguel Sousa Tavares dizer que o Líbano tem o único regime democrático efectivo na região do Médio Oriente? É que se é assim, se é democrático o regime que acolhe, no seu seio, uma organização terrorista que o domina, que se impõe à população pela chantagem emocional e pela coacção, e que agride, por sua alta recreação, países terceiros, então eu não sou democrata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115444005530534455?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115444005530534455/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115444005530534455' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115444005530534455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115444005530534455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/2-de-agosto.html' title='2 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115443426260650933</id><published>2006-08-01T13:07:00.000+01:00</published><updated>2006-08-01T19:00:44.373+01:00</updated><title type='text'>1 de Agosto</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Li no suplemento do Público, «Mil Folhas», esta frase do franco-libanês Samir Kassir, assassinado há um ano no Líbano, crê-se que pela sua oposição ao poder de Damasco sobre o país: «Com excepção da África subsariana […] o mundo árabe é hoje a região do planeta em que o homem tem menos oportunidades de plenitude. E, por maioria de razão, a mulher.»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115443426260650933?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115443426260650933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115443426260650933' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115443426260650933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115443426260650933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/1-de-agosto.html' title='1 de Agosto'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115443394987615208</id><published>2006-08-01T13:02:00.000+01:00</published><updated>2006-08-01T13:06:37.436+01:00</updated><title type='text'>Em férias...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;… vou explorar Lisboa despovoada, vou comer gelados, vou pensar nuns dias à beira-mar, vou fazer planos para a «rentrée» e vou preguiçar, muito! Tanto que o que sobra só vai dar para uns «posts» muito curtos… Mas férias são férias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115443394987615208?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115443394987615208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115443394987615208' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115443394987615208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115443394987615208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/08/em-frias.html' title='Em férias...'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115420621085875228</id><published>2006-07-30T00:16:00.000+01:00</published><updated>2006-07-30T00:45:30.816+01:00</updated><title type='text'>Macho Man</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A notícia &lt;a href="http://www.garfos.letrascomgarfos.net/archives/2006/07/26/o-feminismo-e-os-valores-mariconcos-com-os-dias-contados-ou-a-morte-do-metrossexual/"&gt;não é inédita&lt;/a&gt;. Mas aparece na Sábado desta semana desenvolvida com detalhes que fizeram suceder ao meu entusiasmo inicial uma certa apreensão. Trata-se do renascimento da figura do Homem Macho, com maiúsculas, numa quadra que é de clara indefinição dos contornos do género. Nem oito, porém, nem oitenta! As sugestões de Tucker Max, autor do livro «I Hope They Serve Beer in Hell», de que um «verdadeiro homem deve beber até cair, fazer sexo com desconhecidas e provocar brigas em público», são manifestamente excessivas. Entre o tipo barroco e adocicado, de voz aflautada, muito afeiçoado a certos meios artísticos e capaz de discutir, como profissional, segredos de corte e costura, e o tipo da perna arqueada e do braço a descer à altura do joelho, que pragueja em cada par de palavras, carrega no carrascão e ainda sente nos dedos a rugosidade do toque dos ramos das árvores, há um meio-termo; se calhar, mais puxado ao lado do carrascão do que ao da costura, mas meio-termo. Demais, o apagamento completo dos laivos de sensibilidade feminina que persistem no género masculino podem, segundo algumas opiniões, gerar um ser atreito à conflitualidade gratuita (a que, aliás, incita Tucker Max), que nada de bom augura no que toca à evolução da espécie e ao modo do seu relacionamento. O que se pretende, afinal, são homens que assumam naturalmente a sua masculinidade – NÃO DEIXANDO OS SEUS CRÉDITOS POR MÃOS ALHEIAS - sem necessidade de se agarrar a estereótipos comportamentais, que tendem, rapidamente, a fazer moda e que, a partir daí, tanto podem assinalar os que o são, como os que não. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115420621085875228?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115420621085875228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115420621085875228' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115420621085875228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115420621085875228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/macho-man.html' title='Macho Man'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115407735713544709</id><published>2006-07-28T09:57:00.000+01:00</published><updated>2006-07-28T21:52:10.910+01:00</updated><title type='text'>Um comboio no tecto do mundo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Achei muito interessante o artigo do Courrier Internacional (CI) sobre a grande aventura da construção da linha-férrea mais alta do mundo, que hoje permite a ligação de Lhasa, no Tibete, a Pequim em cerca de 48 horas. O empreendimento, considerado missão impossível pelos engenheiros suíços, foi levado a bom termo pelos chineses com uma antecipação de três anos sobre o prazo previsto e os comboios, com carruagens luxuosas e pressurizadas para «diminuir o risco do síndroma da altitude», já circulam desde 1 de Julho de 2005. Os dados revelados pelo CI são impressionantes: a linha inclui 286 pontes (a maior das quais tem 11,7 quilómetros de comprimento), sete túneis (sendo o mais extenso de 3.300 metros), e atinge, no estreito de Tangula, 5.072 metros acima do nível do mar, batendo o recorde anteriormente detido pelo caminho-de-ferro dos Andes, no Peru. Em certos percursos, está assente sobre gelo, tendo os construtores injectado produtos refrigerantes no solo para evitar que derreta no período mais quente do ano. Naturalmente que esta magnífica obra de engenharia e engenho - que é também obra das proverbiais paciência e determinação chinesas – teve e tem os seus custos, designadamente de ordem ambiental, expondo, numa paisagem degradada pelo lixo e pela seca, os inconvenientes de um crescimento acelerado, que não iniciou, mas potencia o desgate ecológico do planeta. Sendo certo que, como concluem os autores do artigo, Jonathan Watts e Huang Lisha, se, no século XIX, a Europa ensinou o mundo a produzir e, no século XX, os Estados Unidos o ensinaram a consumir, no século XXI, a China, se assumir a liderança do desenvolvimento, terá de o ensinar a sobreviver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115407735713544709?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115407735713544709/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115407735713544709' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115407735713544709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115407735713544709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/um-comboio-no-tecto-do-mundo.html' title='Um comboio no tecto do mundo'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115393977735837004</id><published>2006-07-26T19:46:00.000+01:00</published><updated>2006-07-26T20:06:03.500+01:00</updated><title type='text'>As neves do Quilimanjaro</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tem-se falado que a crise no Próximo Oriente pode elevar o preço do barril do petróleo a 100 dólares, abalando, catastroficamente, a economia mundial. Julgo, porém, bem mais catastrófico o que por aí se augura sobre o destino da Terra com o imparável lançamento de gás carbónico para a atmosfera. Para além das alterações climáticas e do degelo – dizem que as neves eternas do Quilimanjaro vão desaparecer em vinte anos – há a desflorestação, a desertificação, a fome, e questiona-se até a própria habitabilidade do planeta no curtíssimo prazo de um século. É altura de espevitar o nosso instinto de sobrevivência, enquanto espécie, e de equacionar, com urgência, o recurso a energias alternativas. Tanto mais que a realidade começa a evidenciar a justeza das previsões. Renasce, neste contexto, a polémica em torno da não poluente, mas problemática, energia nuclear. É verdade que, para além dos acidentes, são hoje particularmente temíveis os riscos de ataque terrorista contra os sistemas de segurança ou de desvio de urânio ou de plutónio para o fabrico de armas. Acresce-lhes a questão do armazenamento dos resíduos, que podem manter-se activos durante largos milhares de anos. Mas consta que os novos reactores já são capaz de funcionar com maior segurança e eficiência, deixando menos resíduos. A França produz, por via nuclear, 80% da electricidade que consome; e a Inglaterra pretende adoptar a mesma via. O que não desmerece as razões dos seus opositores. A escolha não é fácil. Para mim, o desaparecimento das neves do Quilimanjaro desequilibra um pouco os pratos da balança…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115393977735837004?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115393977735837004/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115393977735837004' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115393977735837004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115393977735837004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/as-neves-do-quilimanjaro.html' title='As neves do Quilimanjaro'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115376499471406291</id><published>2006-07-24T19:13:00.000+01:00</published><updated>2006-07-24T19:34:24.643+01:00</updated><title type='text'>Ditos e escritos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;La fin du millénaire avait été grandiose, pourtant. Une ivresse noble, contagieuse, ravageuse, messianique. Nous croyions tous que la Grâce allait toucher de proche en proche la Terre entière, que toutes les nations pourraient bientôt vivre dans la paix, la liberté, l’abondance. Désormais, l’Histoire ne serait plus écrite par les généraux, les idéologues, les despotes, mais par les astrophysiciens et les biologistes. L’humanité rassasiée n’aurait plus d’autres héros que les inventeurs et les amuseurs.&lt;br /&gt;Le Premier Siècle après Béatrice&lt;/em&gt;, Amin Maalouf&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115376499471406291?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115376499471406291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115376499471406291' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115376499471406291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115376499471406291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/ditos-e-escritos_24.html' title='Ditos e escritos'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115357773298092725</id><published>2006-07-22T15:10:00.000+01:00</published><updated>2006-07-22T15:15:33.003+01:00</updated><title type='text'>Reflexões em torno de uma «incursão» televisiva</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não costumo ver televisão e só raramente acompanho um ou outro telejornal. Desde logo, porque me desagrada a nova tentação jornalística de, sobre cada notícia, obter um testemunho popular. Testemunho que, as mais das vezes, nada acrescenta para além da nota sensacionalista do choradinho ou da exposição de mazelas físicas, quando as há. É a dimensão do espectáculo, primária, excessiva, que retira dignidade, quando não credibilidade, à informação. Acresce que tenho dificuldade em distinguir o que são factos do que é a opinião dos jornalistas. Admito, neste ponto, que a circunstância de nem sempre encontrar eco das minhas simpatias e posições nos noticiários me leve a duvidar da sua objectividade. Mas há casos flagrantes. Para o que basta comparar os telejornais das diferentes estações e os tempos que afectam e as abordagens que fazem aos protagonistas dos acontecimentos noticiados. No conflito do Próximo Oriente - que, repito, mal tenho seguido no pequeno ecrã - pareceu-me nítida, numa «incursão» televisiva que ontem fiz, a «vitimização» dos libaneses, em detrimento dos israelitas, e uma «vitimização» tendenciosa, movida pelo objectivo de apontar o dedo acusador a Israel. Sobre as responsabilidades do conflito, já tudo foi dito sob todos os pontos de vista. E sobre a «vitimização» dos libaneses, é inegável a crueldade da sua situação: por coabitarem, porventura inconscientemente, com uma organização terrorista infiltrada no seu meio, ei-los emboscados no horror de uma guerra que não esperavam, nem nunca desejaram, forçados, portanto, a viver cada momento como se fosse o último. Mas não será também assim com os israelitas? Desde há quase sessenta anos? Sem descanso?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115357773298092725?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115357773298092725/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115357773298092725' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115357773298092725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115357773298092725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/reflexes-em-torno-de-uma-incurso.html' title='Reflexões em torno de uma «incursão» televisiva'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115341971578031215</id><published>2006-07-20T19:15:00.000+01:00</published><updated>2006-07-20T19:25:27.960+01:00</updated><title type='text'>A Padeira de Aljubarrota</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando se fala em mulheres corajosas, há uma figura que imediatamente nos acode ao espírito: a Padeira de Aljubarrota. Diz a tradição que era «um horror físico e outro horror moral a monstruosa algarvia». Filha de uns humildes pescadores de Faro, eis como, pela boca dos seus pais, a descrevia Oliveira Mascarenhas há cerca de cem anos:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«- Ela é alta e esguia, como os mastros dos caíques; magra, como cadela sem dono; carrancuda, como noite de borrasca; queimada, como o fundo de uma caçoila; e tem uma boca tamanha e uns cabelos tão crespos, que me fazem lembrar as raias e as espias da nossa lancha.&lt;br /&gt;- E, de mais a mais, com seis dedos em cada mão!»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O que há de curioso na descrição é que, excluídos os detalhes da expressão carrancuda e dos seis dedos em cada mão, não sugere, nos dias que correm, a fealdade que decerto sugeria nos finais do século XIX. Pelo contrário, apresenta, em traços gerais, um certo tipo de beleza exótica, muito em voga nestes tempos de apologia da vida ao ar livre e da prática regular de desporto. Fosse hoje e a heróica padeira não entraria para a história como a bisarma que derrubou, a golpes da pá de forno, sete castelhanos. Talvez entrasse, isso sim, como a elegante e atlética musa inspiradora da Ala dos Namorados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115341971578031215?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115341971578031215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115341971578031215' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115341971578031215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115341971578031215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/padeira-de-aljubarrota.html' title='A Padeira de Aljubarrota'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115317948753333683</id><published>2006-07-18T00:34:00.000+01:00</published><updated>2006-07-20T09:33:27.580+01:00</updated><title type='text'>Nem «galinhas», nem «mulheres»</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na sua biografia de Paiva Couceiro, Vasco Pulido Valente conta, no episódio da revolta dos &lt;em&gt;tongas&lt;/em&gt; e da subsequente campanha de Moçambique, que os portugueses, entrincheirados em Lourenço Marques, começaram por, como era seu costume, tentar «encomendar a repressão» dos revoltosos a outros &lt;em&gt;regulados&lt;/em&gt; (ou unidades independentes dos grupos étnicos vassalos da Coroa portuguesa). Mas que os &lt;em&gt;régulos&lt;/em&gt; «aliados» lhes tinham respondido que fossem indo «adiante, em vez de ficarem “sentados” na cidade». A imagem dos portugueses era fraca na região; a população indígena desprezava «essas “galinhas brancas” que não se sabiam bater». Por isso, quando António Enes chegou a Moçambique, investido no cargo de comissário régio, logo constatou a necessidade «de provar que os portugueses não eram “galinhas” nem “mulheres”». E, felizmente, «trouxera consigo os homens menos parecidos com galinhas e mulheres que havia em Portugal». O resto da história é conhecido, com o desfecho na captura do chefe &lt;em&gt;vátua&lt;/em&gt; Gungunhana. Os tempos mudaram e a noção de certas virtudes «viris» também. Hoje, portugueses e europeus defendem uma visão pacifista das relações internacionais, em que o heroísmo perdeu, com vantagem, uma conotação estritamente bélica. Não convém é que, em circunstância alguma, se deixem tomar por «galinhas» ou «mulheres»…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115317948753333683?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115317948753333683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115317948753333683' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115317948753333683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115317948753333683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/nem-galinhas-nem-mulheres.html' title='Nem «galinhas», nem «mulheres»'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115300161055569015</id><published>2006-07-16T00:12:00.000+01:00</published><updated>2006-07-16T16:07:36.720+01:00</updated><title type='text'>Que calor!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Presumo que a onda de calor insano que caiu sobre Lisboa e, ao que parece, sobre todo o país seja «própria da estação». E se os últimos anos assistiram a um aumento geral das temperaturas «próprias da estação», consola-me saber que há explicações para o fenómeno. Ainda bem que tudo se explica, porque a ignorância é má conselheira. Nestes dias de canícula pesada, quando o corpo se liquefaz e a cabeça amolece e recusa pensar, seria bem capaz de imaginar o Sol a crescer (ao modo da Estrela Misteriosa do Tintim) para, na qualidade de «gigante vermelha», tragar impiedosamente o pequeno planeta em que vimos resistindo. E da imaginação ao pânico seria um passo. Felizmente, os entendidos contestam a hipótese, vaticinando-nos mais cinco biliões de anos de resistência; e remetem para um mero «efeito de estufa» o dito fenómeno de aquecimento global. Há uns tempos, veio até um meteorologista à TV dar-nos conta de que a Terra, no seu processo de alternância climática, se encontrava no ciclo «icehouse» e de que estaria eminente uma nova glaciação, capaz de contrariar tal aquecimento. Pois que chegue depressa a glaciação. Não há direito que o termómetro, no carro, me ande a marcar 45º! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115300161055569015?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115300161055569015/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115300161055569015' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115300161055569015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115300161055569015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/que-calor.html' title='Que calor!'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115286862970764486</id><published>2006-07-14T13:16:00.000+01:00</published><updated>2006-07-14T14:58:21.583+01:00</updated><title type='text'>Nação Palestina</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A história da criança palestiniana, que, derrubada por uma bala perdida num confronto de rua, em Gaza, doou os seus órgãos e salvou a vida a algumas crianças israelitas, é bem o exemplo de como, no meio de toda a miséria física e moral que parece grassar nessa região do Próximo Oriente, estão pessoas como nós e pessoas capazes de gestos notáveis de perdão e de generosidade. Pessoas, em suma, ansiosas pela paz. Mas a paz na Palestina é ainda (e será por quanto tempo?) uma utopia. O entendimento que parecia forjar-se entre Israel e o Hamas para o reconhecimento de uma nação palestiniana tem sofrido golpe sobre golpe na sequência do rapto de um soldado israelita pelo próprio Hamas. Segundo informações do Courrier Internacional, este rapto, perpetrado por uma facção sediada em Damasco, na Síria, denunciaria graves dissensões no interior da organização. A facção, financeiramente patrocinada pelo Irão, entroncaria no movimento mais amplo pan-islâmico, para que a Palestina e a sua causa nacional estão longe de constituir uma prioridade, mas servem de pretexto para o prosseguimento da acção terrorista. Vital é, portanto, manter o pretexto, boicotando a causa e boicotando a paz. O que, num mundo que Erico Veríssimo diz ser «velho e sem porteira», é só mais um dado a acrescentar à trágica estatística de divórcios entre a gente do poder e a gente do povo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115286862970764486?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115286862970764486/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115286862970764486' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115286862970764486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115286862970764486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/nao-palestina.html' title='Nação Palestina'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115272924601818978</id><published>2006-07-12T19:29:00.000+01:00</published><updated>2006-07-12T20:12:58.976+01:00</updated><title type='text'>As mães e as matemáticas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Saíram, finalmente, as notas dos exames nacionais de Matemática do nono ano e o país soube que 64% dos alunos tiveram negativa. Pela minha parte, tomei, simultaneamente, conhecimento de que a minha filha estava enquadrada nos 2% que tinham atingido o valor máximo da escala; e consciência de que devo ser uma excelente mãe. Hoje, portanto, tive um dia feliz. Porque roubo, tão despudoradamente, um quinhão ao mérito que, dir-me-ão, cabe inteira e exclusivamente à minha filha? Porque, de acordo com a revista Sábado desta semana, «a relação com a mãe ajuda ao sucesso na Matemática». Segundo o professor Joaquim Pinto Coelho, autor de um estudo exaustivo sobre a disciplina, «&lt;em&gt;são questões psicológicas que levam os alunos a desinteressar-se.&lt;/em&gt; […] &lt;em&gt;os alunos envolvidos em comportamentos de provocação, sejam vítimas ou agressores, têm notas piores do que os outros&lt;/em&gt;». E acrescenta: «&lt;em&gt;Uma variável muito importante é a relação afectuosa com a mãe&lt;/em&gt; (1)&lt;em&gt;, que contribui para o sucesso.&lt;/em&gt; […] &lt;em&gt;uma relação conflituosa prejudica a aprendizagem&lt;/em&gt;». Já por aqui se tinha tocado na questão da violência escolar e o debate subsequente tinha proporcionado algumas conclusões acerca das responsabilidades dos pais na prevenção da mesma. Este estudo leva-nos um pouco mais longe, incluindo nessa responsabilidade o próprio percurso académico das crianças. Receio que, se não tratarmos depressa de equilibrar a vida profissional com a familiar, a geração dos nossos netos nem com os dedos consiga fazer somas.&lt;br /&gt;(1) Para que não me acusem de excluir a figura do pai, aqui reproduzo a explicação adiantada pelo professor Pinto Coelho sobre o assunto: «&lt;em&gt;A mãe é quem segue os estudos, é quem se preocupa, é a pessoa com quem o rapaz ou a rapariga fala. O pai está mais distante&lt;/em&gt;». Atenção: não sou eu que o digo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115272924601818978?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115272924601818978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115272924601818978' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115272924601818978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115272924601818978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/as-mes-e-as-matemticas.html' title='As mães e as matemáticas'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115262209843568747</id><published>2006-07-11T00:17:00.000+01:00</published><updated>2006-07-11T19:51:32.750+01:00</updated><title type='text'>A propósito de uma missa de sétimo dia</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Embora reconheça a sabedoria do conselho de Charlie Brown: «&lt;em&gt;never discuss politics, religion and the Great Pumpkin&lt;/em&gt;», há questões acessórias em que me permito algumas liberdades. Como «atacar» a problemática da missa. Sendo católica não praticante (porque não consigo identificar-me com os rituais), tenho da matéria o conhecimento que se adivinha, colhido por ocasião de uns casamentos, uns baptizados e uns funerais. Não posso, portanto, generalizar. Mas nessa missa de sétimo dia, dei por mim a pensar, pela milionésima vez, nas razões da minha insensibilidade à liturgia. O celebrante, homem dos seus trinta anos, tinha uma linguagem aberta, bem-humorada e um estilo informal. Ao ponto de, concluídas as leituras, descer do altar e iniciar a sua homilia entre os bancos da nave. Só eu, porém, fiquei hirta, no pavor de uma interpelação. Continuei a notar rebuliço entre os fiéis e uma atenção dispersa. Não é, na verdade, inovação no cerimonial que se espera, mas revelações. E elas não vêm. As prédicas tão pouco se têm mostrado capazes de instilar nos católicos uma visão unívoca e inspiradora de Deus e do Seu papel nesta roda do mundo, cada um elaborando a sua a partir das percepções e dos sentimentos que tem. Não há coesão. Talvez se deva, por isso, abdicar de explicar o mistério, que não é menos insondável hoje do que há milénios, e passar das ideias às obras, mobilizando a congregação para acções concretas de solidariedade. Estarei sendo ridícula?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115262209843568747?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115262209843568747/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115262209843568747' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115262209843568747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115262209843568747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/propsito-de-uma-missa-de-stimo-dia.html' title='A propósito de uma missa de sétimo dia'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115244710459947428</id><published>2006-07-09T15:07:00.000+01:00</published><updated>2006-07-09T19:45:35.513+01:00</updated><title type='text'>Debate sobre uma realidade arco-íris</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;«&lt;em&gt;De vez em quando, a exagerada propensão para o debate gera antagonismos curiosos. Uma explicação para eles é o clássico problema da notoriedade mediática: se não radicalizares, ninguém te liga nenhuma&lt;/em&gt;». A ideia, expressa pelo Prof. António Costa Pinto na sua crónica no Diário de Notícias de há dois Sábados, é muito elucidativa da razão porque se nota, onde quer que se discutam ou comentem temas quentes, uma certa tendência para extremar posições. No hemiciclo parlamentar, na redacção dos jornais, ou, porque não, na própria blogosfera, a radicalização é rainha. Em causa está, em todos os casos, ganhar apoios ou conquistar audiências. E os radicalismos, pintando a realidade de preto ou branco, causam um impacto que não têm as meias tintas. A realidade, porém, não é assim e apresenta-se em muitos tons de cinzento e nas várias cores do arco-íris. Logo, os que radicalizam pecam por uma visão parcial das coisas. Terão, quando muito, alguma razão. Isso não bastando, argumentam geralmente mal e, ora se mantêm cegos e surdos a contra-argumentações – e firmes na reprodução das suas «cassettes» - ora atacam de uma forma irada, abstracta e ziguezagueante, com disparos, a matar, em todas as direcções. E alguma razão que ainda pudessem ter, arriscam-se, neste ponto, a perder definitivamente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115244710459947428?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115244710459947428/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115244710459947428' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115244710459947428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115244710459947428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/debate-sobre-uma-realidade-arco-ris.html' title='Debate sobre uma realidade arco-íris'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115229757030479552</id><published>2006-07-07T19:16:00.000+01:00</published><updated>2006-07-08T15:56:04.633+01:00</updated><title type='text'>A bola inteligente</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Segundo notícias do Courrier Internacional (CI), a FIFA andaria interessada no sistema da «bola inteligente», concebido pelo instituto alemão Fraunhofer. Este sistema, que inclui a inserção de um «chip» no esférico e de circuitos integrados nas botas dos jogadores, proporciona um controlo detalhado de todas as movimentações em campo e disponibiliza informação «on-line» aos árbitros, habilitando-os a julgar com objectividade. Tem uma única contra-indicação: dá uma violenta machadada na margem de criatividade de relatores e comentadores desportivos, em que reside grande parte do «frisson» do jogo. Como bem exemplifica o CI, uma bola a «beijar» a trave deixa de ser uma bola que «beijou» a trave, para passar a ser a fastidiosa bola que, à velocidade média de &lt;em&gt;x&lt;/em&gt; quilómetros por hora, percorreu a distância &lt;em&gt;y&lt;/em&gt;, seguindo uma trajectória, em linha recta, a &lt;em&gt;z&lt;/em&gt; milímetros da barra superior da baliza. Do mesmo modo, um «chapéu» deixa de ser o talentoso «chapéu», para ser um mero percurso em curva parabólica, com o vértice a &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; metros do solo e a &lt;em&gt;b&lt;/em&gt; centímetros da cabeça do jogador &lt;em&gt;c&lt;/em&gt;, posicionado no seu eixo. Perde-se, enfim, emoção, mas ganha-se rigor. Resta saber se, relativamente aos árbitros que persistam nos erros ou estejam visivelmente comprados, o sistema permite accionar a tecla «delete». Senão, porque não desenvolvemos nós essa funcionalidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115229757030479552?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115229757030479552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115229757030479552' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115229757030479552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115229757030479552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/bola-inteligente.html' title='A bola inteligente'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115213490748301996</id><published>2006-07-05T22:25:00.000+01:00</published><updated>2006-07-06T10:40:04.826+01:00</updated><title type='text'>A culpa foi do árbitro!!!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;«Sou muito amante da verdade, mas em caso nenhum do martírio.»&lt;/em&gt; - Voltaire.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A verdade, para Voltaire, tem um limite prático: a pele. Voltaire foi sempre muito conservador e sensato. Se os árbitros de futebol fossem mais voltairianos e precavidos, conseguir-se-ia desterrar, de uma vez para sempre, o feio costume de enforcar árbitros de futebol (uso que tanto destoa do espírito olímpico de jogadores, massa associativa e adeptos em geral, casados ou solteiros). Está bem marcar penalties (deveria dizer um dos artigos do regulamento), mas quando, por assinalar penalties, se corre o notório risco de terminar enforcado, o árbitro deve abster-se de assinalar penalties, castigo que pode ser substituído pelo livre ou até pelo deixar jogar, conforme as circunstâncias.&lt;br /&gt;O Holocausto,&lt;/em&gt; Camilo José Cela&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115213490748301996?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115213490748301996/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115213490748301996' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115213490748301996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115213490748301996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/culpa-foi-do-rbitro.html' title='A culpa foi do árbitro!!!'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115208973239025181</id><published>2006-07-05T08:48:00.000+01:00</published><updated>2006-07-05T09:57:25.920+01:00</updated><title type='text'>Hoje...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;… tinha algumas ideias e alguns temas para glosar, mas, a poucas horas do confronto com os «bleus», varreram-se-me. Também, que importa? Espero que os nossos jogadores sigam o conselho avisado de Camilo José Cela (na sua Fábula do Carneiro-de-Ouro): «&lt;em&gt;Tu aguenta-te e arreia na bola e nas defesas da equipa contrária, que hás-de ter tempo para te divertires quando fizeres quarenta anos&lt;/em&gt;»; e que, de preferência, nos dêem a vitória.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115208973239025181?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115208973239025181/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115208973239025181' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115208973239025181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115208973239025181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/hoje.html' title='Hoje...'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115195312720928288</id><published>2006-07-03T19:57:00.000+01:00</published><updated>2006-07-05T22:36:57.826+01:00</updated><title type='text'>Ditos e escritos</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O cronista anónimo faz esse mesmo povo dizê-lo no velho romance de el Cid, e recordamos com frequência as suas palavras quando examinamos a triste história da nossa gente, que sempre deu o melhor de si mesma, a sua inocência, o seu dinheiro, o seu trabalho e o seu sangue, sendo em troca tão mal paga: «Que bom vassalo fora, se tivesse bom senhor.»&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;O Capitão Alatriste,&lt;/em&gt; Arturo Pérez-Reverte&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115195312720928288?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115195312720928288/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115195312720928288' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115195312720928288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115195312720928288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/ditos-e-escritos.html' title='Ditos e escritos'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115185560622054187</id><published>2006-07-02T16:48:00.000+01:00</published><updated>2006-07-03T10:05:26.166+01:00</updated><title type='text'>O gestor português e as férias</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um artigo da Sábado desta semana dava conta de que um dos aspectos característicos do gestor português é uma relação «deficitária» com o direito, legalmente consagrado e, aliás, irrenunciável, a férias. É, de facto, um traço comum a todos os gestores a acumulação, até às muitas dezenas, senão às centenas, de dias de férias não gozados, correspondentes a sucessivos anos de um trabalho que os assoberba e parece não dispensar a sua atenção permanente. E quando logram intercalar uns escassos dias de descanso entre feriados e fins-de-semana, ei-los que se artilham de telemóveis e computadores portáteis, de hora a hora contactando com o serviço e consultando, ansiosamente, o &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;. O gestor português, tão dedicado à causa, não é, necessariamente, um bom gestor. Se o fosse, teria planeado tarefas, delegado funções e responsabilidades e preparado o pessoal para enfrentar a sua ausência. Na boa gestão, não há imprescindíveis. Sucede, porém, que o trabalho é o que dá sentido à sua vida, é o seu vício. Razão por que rejeita liminarmente a hipótese de que a empresa possa prosseguir sem ele, de que o «rebanho» consiga identificar o caminho sem a sua orientação. Está o «pastor» equivocado, porque o «rebanho» tem quem pense. E está o «rebanho» tramado, porque o «pastor» não lhe larga as canelas, sempre às voltas com as suas próprias carências.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115185560622054187?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115185560622054187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115185560622054187' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115185560622054187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115185560622054187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/07/o-gestor-portugus-e-as-frias.html' title='O gestor português e as férias'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115169109927885414</id><published>2006-06-30T19:10:00.000+01:00</published><updated>2006-06-30T21:38:09.693+01:00</updated><title type='text'>Guerra e paz</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois de uma longa história de subalternidade (de que ainda perduram alguns dramáticos exemplos demasiado perto de nós), não é expectável que a mulher europeia, minimamente atenta e informada, se tenha libertado de um certo pendor feminista, mitigado embora pela realidade que, neste velho continente (e também nos novos) avançou num século o que não fez no conjunto dos anteriores. É indiscutível que se deram no ocidente (e ainda dão) passos decisivos no sentido do reconhecimento da igualdade de oportunidades e que, dentro de uma ou duas gerações, nem o que ainda resta do que era a cultura machista e patriarcal do tempo dos nossos avós decerto sobreviverá. Naturalmente que a igualdade, que se pretende, não se reclama alheia às diferenças. Em todos os âmbitos, a igualdade tem de se entender com respeito por elas, sem o que atropelaria os mais elementares princípios da equidade. O «meu» feminismo defende, até, que se cultivem essas diferenças, que é o que faz da «&lt;a href="http://www.garfos.letrascomgarfos.net/archives/2006/06/29/a-guerra-dos-sexos/"&gt;&lt;em&gt;guerra dos sexos&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;» uma divertida e estimulante provocação mútua. A mulher, a meu ver, não quer masculinizar-se, mas antes manter-se elegante, frágil, sensível, intuitiva, subtil e «tergiversadora». E sentir bem viva a sua feminilidade ao ter no homem um admirador e um cavalheiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115169109927885414?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115169109927885414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115169109927885414' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115169109927885414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115169109927885414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/guerra-e-paz.html' title='Guerra e paz'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115157179500289512</id><published>2006-06-29T19:42:00.000+01:00</published><updated>2006-06-30T13:48:52.426+01:00</updated><title type='text'>Misérias do quotidiano ou a rotina das conversas solitárias</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nada há, para mim, de mais descoroçoante do que ver aquele a quem estou a contar um facto ou a expor um ponto de vista fechar os olhos – ou enviesá-los para o jornal ou para o televisor - e murmurar, num discreto bocejo: «Vai falando, que eu estou a ouvir». Vai falando, que eu estou a ouvir?! Não duvido de que os seus pavilhões auriculares tenham captado o som de uma voz, nem de que o tímpano lhe estremeça sob as vibrações da onda sonora. O que duvido é que haja mais do que isso. As respostas, se vêm, resumem-se a uns «sins» e a uns «pois» a despropósito, carregados de sinais de que conspira com os seus botões: «Vai falando, que me embalas.» Estou consciente do menosprezo. Mas não paro, porque a indiferença é um poderoso estimulante. Até que a força se me esvai, de súbito, quando o seu olhar se ilumina, me corta o pio com esta delicada exortação: «Não te esqueças do que estavas a dizer» e arranca com um tema novo. Então eu, porque não gosto de fazer aos outros o que não gosto que me façam a mim, tento concentrar-me. Só que, entretanto, me ocorreu uma ideia - «Sim..., pois...» - ponho-me à espreita de uma deixa e… Haverá maior virtude do que a de saber ouvir?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115157179500289512?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115157179500289512/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115157179500289512' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115157179500289512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115157179500289512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/misrias-do-quotidiano-ou-rotina-das.html' title='Misérias do quotidiano ou a rotina das conversas solitárias'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115143012871625518</id><published>2006-06-27T18:37:00.000+01:00</published><updated>2006-06-28T12:31:01.680+01:00</updated><title type='text'>As mulheres e a cebola</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se a relação das mulheres com as cebolas foi sempre muito regada de lágrimas, com a nova cebola demográfica não o será menos. Desde logo, porque é evidente que vai recair sobre as mulheres o ónus de fazer crescer a taxa de natalidade, a todo o custo, e devolver à cebola os contornos desejáveis de uma pirâmide. Depois (e é neste ponto que o caldo entorna de vez) porque, de entre as várias soluções em debate sobre a forma de incentivar a actividade procriadora, parece avultar a que advoga o regresso ao sistema patriarcal. Sistema que - não se lho nega - oferece algumas vantagens, em especial as de «perpetuar a estirpe» e de patrocinar famílias numerosas e solidárias (num tempo em que os Estados-providência estão a falir). Mas que peca por ter como «cabeça de cartaz» (e do casal) o pai de família e implicar, naturalmente, o retorno das mulheres à subalternidade de donas de casa, com a função de gerar descendência num mundo confinado a fraldas, biberões, panelas e tricôs. É certo que, por detrás de um bom pai de família há sempre uma boa dona de casa, como por detrás de um grande homem há sempre uma grande mulher. Mas esta verdade irrefutável já não consola ninguém. Portanto, ou o sistema troca o «p» pelo «m», ou a história da cebola não vai ficar por aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115143012871625518?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115143012871625518/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115143012871625518' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115143012871625518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115143012871625518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/as-mulheres-e-cebola.html' title='As mulheres e a cebola'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115123675562175471</id><published>2006-06-25T12:49:00.000+01:00</published><updated>2006-06-25T15:14:41.243+01:00</updated><title type='text'>Discriminação positiva</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Combine-se um grupo minoritário ou subalternizado, à procura de aprovação social, e uma sociedade corroída de complexos históricos, e aí temos adubo para a florescente árvore do politicamente correcto. Uma árvore sem raízes, que apenas se desenvolve ao sabor de pressões conjunturais ou situações de moda, mas que, apesar de um crescimento desapoiado, sem verticalidade, nem coerência, se impõe e «faz sombra». Sempre a renovar os ramos, apresenta-nos agora o seu mais recente rebento, a que chamou «discriminação positiva». Nos Estados Unidos é, segundo informações do Courrier Internacional, o que «está a dar». Descobrir, mediante um teste de ADN, uma gotícula de sangue índio ou negro é quanto basta para abrir uma série de portas (académicas ou profissionais) e passar à frente de todos. E também há quem, de linhagem índia ou negra, descubra ascendentes brancos endinheirados e se prepare, suspeito, para reclamar heranças. Esperemos que, em Portugal, a moda não pegue. Com o nosso longo passado colonial e a tradição de miscigenação, não haveria pessoa, nome, casa ou fortuna que saísse incólume e a confusão seria generalizada. Felizmente, não temos a cândida juventude da América. Pelo que talvez achemos, muito justamente, que, mesmo sendo «positiva», discriminação é sempre discriminação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115123675562175471?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115123675562175471/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115123675562175471' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115123675562175471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115123675562175471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/discriminao-positiva.html' title='Discriminação positiva'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115108845948574634</id><published>2006-06-23T19:45:00.000+01:00</published><updated>2006-06-23T19:49:08.856+01:00</updated><title type='text'>Migrações</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O recrudescimento do fenómeno migratório neste início do século XXI tem dado que falar e que pensar. Para a Europa envelhecida, traz o benefício da «importação» de uma mão-de-obra que lhe rejuvenesce a força laboral e que, sendo menos qualificada, está pronta «para toda a obra». Mas traz, igualmente, um novo exacerbamento dos desníveis sociais, que anos de elaboradas políticas de protecção e apoio tinham conseguido, senão erradicar, atenuar significativamente. E poderá ainda, num processo de aculturação invertida, trazer um certo relaxamento de valores. É, por isso, legítimo temer um recuo ao modelo urbanístico latino-americano, de grandes contrastes, muito carenciado e corrompido pelo mercenarismo e pela criminalidade. Valerá, no entanto, a pena aprofundar o dilema da imigração - se sim, se não? - pesar os seus prós e os seus contras? Será o fenómeno capaz de ser sustido? E se, por exemplo, as alterações ambientais preconizadas - o aquecimento global, a desertificação e a subida das águas dos mares - se concretizam, haverá força moral para conter as migrações maciças que vão, naturalmente, desencadear-se? Que o Sul invada o Norte parece inevitável. A questão não está, portanto, nos «ses», mas nos «comos». &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115108845948574634?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115108845948574634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115108845948574634' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115108845948574634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115108845948574634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/migraes.html' title='Migrações'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115088364891743688</id><published>2006-06-21T18:30:00.000+01:00</published><updated>2006-06-21T18:46:16.510+01:00</updated><title type='text'>Olho por olho...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;«&lt;em&gt;Lorsque la bêtise gifle l’intelligence, alors l’intelligence a le droit de se conduire bêtement&lt;/em&gt;.» A frase do quase desconhecido filósofo Ben Gurno, citada por Gilbert Sinoué no seu livro sobre Avicena, resume o que penso da guerra contra o terrorismo. Acho, sem dúvida, que a melhor forma de obtermos desforra de um inimigo é não sermos como ele, nem descermos ao seu nível. Mas também acho que uma tal desforra perde sentido (e sabor) quando não é compreendida, porque o inimigo não vê mesquinhez no seu comportamento, não vê elevação no nosso e ainda nos toma por cobardes, se não respondemos «olho por olho e dente por dente». Na guerra contra o terrorismo, o inimigo tem-se revelado desta laia, rude, cego a valores que não sejam os seus, insensível a qualquer forma de comiseração. Por isso me interrogo sobre a real natureza dos pruridos que se manifestam em muitos dos comentários e opiniões que leio e oiço sobre o assunto, nos quais se defende o recurso utópico à diplomacia ou se criticam as «assertividades» do ocidente, porque afrontam os justos e compassivos ditames da democracia. Justos e compassivos ditames da democracia? Numa guerra sem regras, em que os civis, mais do que vítimas, são alvos? Não, a democracia tem de ser «assertiva». E evitar, tão-somente, o que é excessivo ou desproporcionado, porque o excesso e a desproporção não fazem parte dos quadros mentais de gente civilizada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115088364891743688?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115088364891743688/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115088364891743688' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115088364891743688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115088364891743688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/olho-por-olho.html' title='Olho por olho...'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115073676184428253</id><published>2006-06-19T18:03:00.000+01:00</published><updated>2006-06-21T12:58:29.543+01:00</updated><title type='text'>A química dos sentimentos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os que ainda julgam que os sentimentos transcendem a matéria e são genuínas emanações da alma que se desenganem. Os sentimentos são pura questão de química e o seu segredo reside nas reacções e interacções de uns quantos neurotransmissores e de umas quantas hormonas, só isso. Até a mais absoluta forma de amor, que é o maternal, se reduz a tão pouco! Resignemo-nos, portanto, à nossa condição de coisa física, destinada à reciclagem universal. Condição que não deixa, apesar de tudo, de oferecer perspectivas interessantes. Estudos em curso, divulgados pela Sábado de há umas semanas, tentam associar aquelas substâncias a diferentes tipos de paixão e, a partir daí, construir relações. Que tem isto de bom? É que as compatibilidades amorosas, apuradas por meio de um zeloso e metódico trabalho laboratorial (&lt;a href="http://polisetc.blogspot.com/2006/06/os-fenmenos-134-e-16.html"&gt;&lt;em&gt;que, como se vê, faz milagres&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;), são seguramente mais credíveis do que as que assentam sobre escolhas ligeiras, espontâneas e fiadas na transcendência dos sentimentos. É, assim, de esperar que a conclusão dos estudos abra uma nova era no campo das ligações afectivas, marcada pelo entendimento perfeito e por excelentes «performances». E contribua, do mesmo modo, para a redução da taxa de separações e divórcios que, actualmente, tanto nos preocupa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115073676184428253?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115073676184428253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115073676184428253' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115073676184428253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115073676184428253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/qumica-dos-sentimentos.html' title='A química dos sentimentos'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115049383793275649</id><published>2006-06-17T00:17:00.000+01:00</published><updated>2006-06-18T12:33:57.656+01:00</updated><title type='text'>Nacionalidade, a quanto obrigas?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Foi muito criticada a recente decisão judicial de recusa da nacionalidade a uma mulher indiana, casada com um português e habitante do país desde 1997, sob o argumento de que não revelava uma «ligação efectiva à comunidade nacional», designadamente, por desconhecer a história, a cultura e a realidade política portuguesas. Não tendo posição acerca da matéria, por ignorância dos detalhes, não posso deixar de meditar sobre a questão, para mim complexa e duvidosa, do que deve considerar-se «uma ligação efectiva à comunidade nacional». Imaginemos o exemplo mais expressivo de uma mulher que, vivendo em Portugal há muitos anos e conhecendo, até, a sua história e o seu hino, usava «burka» por motivo das suas convicções, com todo o significado e alcance que tal uso e tais convicções têm de aceitação da sua condição de ser inferior e subalterno ao homem. Se esta mulher solicitasse a nacionalidade portuguesa, como deveríamos julgar o seu caso? Até que ponto seria adequado falar em «ligação efectiva à comunidade nacional», ou, por outras palavras, em adopção, na prática, dos padrões civilizacionais, que nos regem e que são para nós essenciais, da liberdade e da igualdade entre homens e mulheres? Cedendo, não estaríamos a fazer tábua rasa de algumas das nossas «leis fundamentais»? Ou será que o respeito e a coabitação na diferença são valores mais importantes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115049383793275649?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115049383793275649/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115049383793275649' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115049383793275649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115049383793275649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/nacionalidade-quanto-obrigas.html' title='Nacionalidade, a quanto obrigas?'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115036674088448548</id><published>2006-06-15T11:14:00.000+01:00</published><updated>2006-06-16T22:34:51.050+01:00</updated><title type='text'>Sindicalismo e bom senso</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que papel têm tido os sindicatos (e as afiliadas comissões de trabalhadores) no caso, agora falado, do possível encerramento da GM na Azambuja? Um papel, no mínimo, patético neste cenário familiar do fecho de empresas. Quando uma multinacional fala em transferir a sua produção para outro local, é porque quer realizar economias que o local de onde sai não lhe proporciona, essenciais à competitividade do seu produto, senão à sobrevivência do seu negócio. O mundo não vai em balelas e quem «pelos preços não mata, pelos preços morre». Acresce que Portugal está afastado da rota dos capitais estrangeiros desde que os intimida com a rigidez da sua legislação do trabalho e as vivas e tristes memórias da conflitualidade laboral que sucedeu à revolução de Abril. O país não é atractivo! Mas os nossos sindicatos, que conservam, orgulhosamente, o mesmo perfil de há trinta anos, são insensíveis a esta realidade. Não procuram, sequer, salvar postos de trabalho, negociando cedências mútuas, mas apenas manter uma ficção de poder, decretando greves e mais greves. Adivinha-se-lhes uma derrota em toda a linha: vão perder a empresa, vão perder a «face», vão perder as quotas de um milhar de novos desempregados e vão, naturalmente, certificar a nossa fraca reputação no mercado do investimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115036674088448548?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115036674088448548/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115036674088448548' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115036674088448548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115036674088448548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/sindicalismo-e-bom-senso.html' title='Sindicalismo e bom senso'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115020824830155288</id><published>2006-06-13T15:13:00.000+01:00</published><updated>2006-06-13T19:59:02.776+01:00</updated><title type='text'>«...leave them kids alone»</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A lei da «soberania» do cliente, aplicada literalmente, tem destas perversões. De repente, quase parece que é aos alunos, enquanto destinatários últimos dos serviços educativos, que compete definir as regras do jogo, ou seja, o conjunto de deveres e de prerrogativas que assistem, no sistema, aos educadores, o que podem ou não fazer, o que é atentar contra os direitos e a dignidade dos discentes, etc., etc. Não duvidemos: as crianças precisam de (e agradecem) um enquadramento disciplinador, sem o qual facilmente perdem o norte. E, perdendo, se as suas primeiras «vítimas» são os professores, as segundas poderão ser os pais. Vem isto a propósito do episódio da tal escola no Lumiar, onde uma professora foi agredida por tentar ensinar a um aluno que não se deita lixo para o chão. Os casos de violência, física ou moral, nas escolas «têm barbas». Há muito que oiço professores atentos e empenhados – porque os há – manifestar a sua impotência perante o fenómeno. E, mais do que isso, lastimar a indiferença a que as autoridades e, designadamente, o poder político, o têm votado. Sintomática foi, de facto, a reacção da Direcção Regional de Educação de Lisboa ao conhecimento do episódio: a escola que não fechasse, mas, sobretudo, que não fizesse declarações aos &lt;em&gt;media&lt;/em&gt;. Esta atitude de avestruz que enterra a cabeça na areia não pode trazer bons resultados. A violência incontida apenas gera mais violência. Que, a prazo, irá repercutir-se por toda a sociedade e comprometer os níveis de relativo bem-estar e relativa segurança em que ainda se vive em Portugal. Felizmente, há modas; e a «problemática» da violência escolar parece estar decidida a ser uma delas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115020824830155288?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115020824830155288/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115020824830155288' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115020824830155288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115020824830155288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/leave-them-kids-alone.html' title='«...leave them kids alone»'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-115003193793191603</id><published>2006-06-11T19:59:00.000+01:00</published><updated>2006-06-13T15:13:07.703+01:00</updated><title type='text'>O que é que esta bola tem?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O campeonato mundial de futebol começou. E enquanto a bola rolar sobre os relvados alemães, outra maior, a Terra, estará parada, suspensa dos arremessos, hesitações, tergiversações e recuos da primeira. O que é que esta bola tem que, limitando-se a saltitar aos pés de uns quantos sujeitos de calções, exerce um tal domínio sobre a gente? Há mais bolas por aí, atiradas a cestos, lançadas sobre redes, batidas por tacos ou raquetes, e nenhuma tem um poder galvanizador comparável. Talvez seja porque o futebol obedece a regras que se apreendem com facilidade e que o tornam um jogo acessível e atractivo. E talvez, também, porque a sua globalização propicia o exacerbamento de paixões «bairristas» que, em tempos de crise, nos compensam da falta de optimismo. Não sei. O que sei é que é, sem dúvida, alienante. Que os espectáculos de falta de «fair-play» se multiplicam dentro e fora das quatro linhas. E que, mais grave ainda, ao sobrepor-se a todos os interesses, faz esquecer prioridades (senão perder a própria noção delas) num planeta acossado de problemas. E entretanto… Entretanto, desculpem, mas está a começar o jogo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-115003193793191603?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/115003193793191603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=115003193793191603' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115003193793191603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/115003193793191603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/o-que-que-esta-bola-tem.html' title='O que é que esta bola tem?'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114985324720387216</id><published>2006-06-09T13:19:00.000+01:00</published><updated>2006-06-09T12:57:14.040+01:00</updated><title type='text'>Livros da moda</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Está na moda o género do romance histórico, de preferência ritmado ao estilo policial. E aí temos, de novo, O Código da Vinci, agora que o filme que inspirou está em cartaz, e o Equador, na sua variante ilustrada. São, afinal, livros de fácil leitura, que parecem conciliar os propósitos formativo e recreativo - contanto que se não perca de vista o que são factos e o que é ficção. Mas os próprios autores demarcam, em regra, esses territórios. Não é o caso de O Código da Vinci, talvez porque Dan Brown se limite, nas suas incursões no passado, a especular. E é por isso que a obra, enquanto romance histórico, não convence. Como me convenceram – falando de aquisições recentes – o Clube de Dante, de Matthew Pearl, cuja violenta trama decorre na cidade de Boston do século dezanove, em torno da primeira tentativa norte-americana de tradução da Divina Comédia (não aconselho a versão portuguesa, que tive de suspender logo às primeiras linhas); e o notavelmente bem engendrado e bem contado Círculo da Cruz, de Iain Pears, passado no tempo de Carlos II de Inglaterra, no rescaldo da experiência republicana de Cromwell. Recomendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114985324720387216?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114985324720387216/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114985324720387216' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114985324720387216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114985324720387216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/livros-da-moda.html' title='Livros da moda'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114966796109610099</id><published>2006-06-07T08:11:00.000+01:00</published><updated>2006-06-09T13:26:33.936+01:00</updated><title type='text'>Políticos e cidadãos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;São várias as questões que assombram a imagem dos políticos e, mormente, dos parlamentares: como a eventual falsificação de assinaturas, tendo em vista torpedear o controlo da assiduidade, os subsídios à reintegração e a alteração de horários para acompanhamento das transmissões televisivas do mundial de futebol. Questões menores, talvez. Fossem eles cidadãos anónimos e pouco haveria a dizer. Afinal, os anónimos carregam um fardo, demasiado pesado, de mil e um deveres para com um Estado omnipresente, de taxas e impostos que só falta onerarem o próprio ar que se respira, de empregos duros e mediocremente remunerados, de uma realidade, enfim, que funciona como uma camisa-de-forças. Qualquer tentativa de «rebelião» tem, neste contexto, o seu quê de heróico. A melhor cidadania envolve, aliás, o direito à indignação e ao protesto. Acresce que os anónimos, por princípio, não moralizam. Não é o caso dos políticos. Esses escolheram enfeudar-se ao sistema e pregar os seus princípios. Estão, assim, eticamente obrigados a cumpri-los. Não é aceitável que, enquanto homens públicos – e, como tal, referências de comportamento - não o façam, por insignificante que seja a regra em causa. Tanto mais que já levam a imensa vantagem de pontuar nos grupos privilegiados. Não se nos peça, portanto, que contenhamos as críticas porque estão em causa os «guardiães» da democracia. É que são precisamente os seus maus exemplos que comprometem esta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114966796109610099?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114966796109610099/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114966796109610099' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114966796109610099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114966796109610099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/polticos-e-cidados.html' title='Políticos e cidadãos'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114953363974938640</id><published>2006-06-05T19:48:00.000+01:00</published><updated>2006-06-05T20:14:49.980+01:00</updated><title type='text'>Fundamentalismos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desafiada a tentar perceber o fenómeno e a «ver para além da espuma das ondas», respondo que me falta competência para tanto. Apenas tenho a percepção de que há situações que podem propiciá-lo, situações de pobreza, de desigualdade e de miséria física ou moral; e que, no entanto, essas situações não têm os mesmos efeitos em toda a gente. Nem todas as suas vítimas cedem aos fundamentalismos. Há, portanto, outros factores mais complexos, de ordem psicológica ou cultural, que os semeiam, nutrem e transformam em ódio pelos valores e pelo modelo da nossa civilização ocidental. Sucede que a diplomacia – que há quem considere omnipotente - ainda não é capaz de alterar personalidades e culturas. Não se vislumbra, por isso, solução pacífica imediata para o problema. O quadro é negro. Apesar de já se ir sabendo que, nos países «porta-estandarte» dos fundamentalismos, há mais vida para além destes e que muito daquilo que alguns dos seus cidadãos odeiam, os filhos desejam e imitam. Talvez apostando nas novas gerações... Afinal, apesar de todas as crises, os nossos valores são fortes e o modelo, para quem vive sob regimes ferozmente autoritários que não construiu, bastante atractivo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114953363974938640?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114953363974938640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114953363974938640' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114953363974938640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114953363974938640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/fundamentalismos.html' title='Fundamentalismos'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114933927215223691</id><published>2006-06-03T13:49:00.000+01:00</published><updated>2006-06-03T16:14:02.366+01:00</updated><title type='text'>Vida de cão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Trabalhar até aos oitenta, como começa a falar-se, é uma ideia arrepiante, sobretudo para quem já carrega algumas dezenas de anos de aturado labor, mal interrompidos por uns dias de férias que só fazem esquecer as preocupações do serviço na véspera de acabarem, uns fins-de-semana que não recuperam energias, uns míseros feriados e nenhum tempo, em suma, para tirar partido da vida. Mas trabalhar até aos oitenta irá impor a reformulação do quadro em que até agora decorriam as nossas experiências profissionais, asseveram alguns estudiosos do fenómeno do envelhecimento demográfico e das suas consequências. Como, por exemplo, horários reduzidos ou de «part-time», férias sabáticas e outros processos que nos permitam antecipar aquilo que, até agora, só podíamos gozar demasiado tarde. Não iremos, decerto, beneficiar já amanhã de tal reformulação. Mas a ideia agrada; matam-se dois coelhos de uma cajadada. Afinal, há muito reformado que vive na angústia de ser inútil e que tem saudades de uma vida activa. Como não há trabalhador que não sonhe com a inactividade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114933927215223691?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114933927215223691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114933927215223691' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114933927215223691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114933927215223691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/vida-de-co.html' title='Vida de cão'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114933892821814045</id><published>2006-06-03T13:47:00.000+01:00</published><updated>2006-06-03T13:48:48.236+01:00</updated><title type='text'>Dia do cão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;«Cão! Em detrimento do repouso que é caro ao teu coração, vieste ter comigo quando eu estava consternado e humilhado. Não te riste, como qualquer jovem exemplar da minha espécie teria feito. É verdade que, por muito jubilosa ou terrível que a natureza te possa, às vezes, parecer, nunca te inspira o sentimento do ridículo. E é por essa precisa razão, devido à tua inocente gravidade, que és o mais seguro amigo que um homem pode ter.»&lt;/em&gt; Anatole France&lt;br /&gt;Dia nacional do cão? Porque não? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114933892821814045?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114933892821814045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114933892821814045' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114933892821814045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114933892821814045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/dia-do-co.html' title='Dia do cão'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114918627527957800</id><published>2006-06-01T19:21:00.000+01:00</published><updated>2006-06-01T22:40:54.116+01:00</updated><title type='text'>Politicamente incorrecta</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tive hoje oportunidade de ver como se formam as ondas nesse mar dominador, senão tirânico, do «politicamente correcto». Por isso, resolvi dar largas à minha discreta costela revoltosa e aí vai (sem qualquer ordem de preferência):&lt;br /&gt;- Discordo da entrada da Turquia na União Europeia;&lt;br /&gt;- Repugna-me a hipótese da adopção de crianças por homossexuais;&lt;br /&gt;- Não creio que os fundamentalismos possam vencer-se com diplomacias;&lt;br /&gt;- Aborrecem-me os filmes do Manuel de Oliveira;&lt;br /&gt;- Penso que os padres não devem casar;&lt;br /&gt;- Acho graça às declarações desbocadas do Alberto João;&lt;br /&gt;- Não sou adepta de uma maior liberalização do aborto; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Irrita-me o Saramago;&lt;br /&gt;- Ainda confio no poder judicial.&lt;br /&gt;E sabem que mais?&lt;br /&gt;- Recuso ler os livros do Rodrigo Guedes de Carvalho e do José Rodrigues dos Santos.&lt;br /&gt;«Voilà!»&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Luar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114918627527957800?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114918627527957800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114918627527957800' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114918627527957800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114918627527957800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/06/politicamente-incorrecta.html' title='Politicamente incorrecta'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114901546140588384</id><published>2006-05-30T19:49:00.000+01:00</published><updated>2006-05-31T11:38:22.446+01:00</updated><title type='text'>O prazer no trabalho</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Descobrir o prazer no trabalho é um desafio a que devemos meter ombros, agora que as perspectivas são de uma carreira prolongada na dura batalha da produção. Não é fácil. São raros aqueles que se revêem no que fazem, raros os que se acham compensados à altura dos seus esforços, dos seus méritos ou, pelo menos, das suas potencialidades, raros os que sabem tirar partido dessas oito horas de emprego diárias. Mas não é impossível. Afinal, há sempre um lado positivo nas coisas, um aspecto inexplorado. Recordo, a propósito, uma entrevista, a que assisti há anos, a um brasileiro centenário, um homem de carapinha branca e escassos dentes, mas uma bela e simpática figura de velho, direita, maciça, bem disposta. O homem tinha sido escravo na juventude. Interpelado acerca da sua experiência de escravidão, declarou, contudo, guardar excelentes recordações da época, de um serviço que era agradável, de que tirara bom partido e melhor compensação. Apressando-se a esclarecer, entre muitos risos, que tinha sido «escravo procriador». Mas, se calhar, a solução está aí mesmo! No ser criador ou criativo no que se faz. Criar (com ou sem «pro») dá outro sabor à vida…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114901546140588384?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114901546140588384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114901546140588384' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114901546140588384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114901546140588384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/05/o-prazer-no-trabalho.html' title='O prazer no trabalho'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114881226168289192</id><published>2006-05-29T01:00:00.000+01:00</published><updated>2006-05-29T18:43:11.383+01:00</updated><title type='text'>Misérias do quotidiano ou o terror das Segundas-Feiras</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A cotação dos dias da semana não tem tanto a ver, desconfio, com o bem-estar que realmente proporcionam, como com o futuro próximo que anunciam. E é por isso que o melhor de todos, apesar de não ser de descanso, é a Sexta-Feira, porque, não sendo também de trabalho aturado, mas de «slow-down», antecede a chegada de dois abençoados dias de paragem total, que são o Sábado e o Domingo. O segundo, porque já só antecede um, é o Sábado. E o Domingo? Sobre o Domingo, não há palavras. Aí pelas três da tarde, somos atacados pelos primeiros sintomas de uma indisposição que se vai agravando à medida que as horas passam e que culmina numa noite de angústia e de sonos desencontrados, que só o soporífero da ordem consegue domar. E quando a Segunda-Feira nasce e o despertador toca, batemos no fundo do poço. Mas é a certeza de que mais fundo não há que nos ajuda a erguer e a manter de pé. E a iniciar o percurso de mais uma via sacra que, felizmente, acaba numa outra Sexta-Feira e numa nova dose de optimismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114881226168289192?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114881226168289192/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114881226168289192' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114881226168289192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114881226168289192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/05/misrias-do-quotidiano-ou-o-terror-das.html' title='Misérias do quotidiano ou o terror das Segundas-Feiras'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114880672859282318</id><published>2006-05-28T09:56:00.000+01:00</published><updated>2006-05-29T13:31:38.843+01:00</updated><title type='text'>Debates e dislates</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tem dado que falar o debate entre Manuel Carrilho e Ricardo Costa. Ainda estou para entender porquê. É certo que não o vi. Mas quando passei na proximidade do televisor, ouvi Carrilho declarar que, se soubesse que estava a ser filmado, teria cumprimentado Carmona Rodrigues, e Ricardo Costa repetir o bom conceito em que tinha Carrilho antes de lhe desferir o golpe, e estas duas intervenções, tão ilustrativas das duas personalidades em confronto, bastaram para me fincar na ideia de que não valia a pena ver. O mal de semelhantes acareações está na sua extrema previsibilidade e redundância. Conhecendo-se as personagens - ou o seu enquadramento político - e conhecendo-se o assunto, adivinha-se o resto. É sabido que os opositores põem diferentes hemisférios cerebrais a funcionar, pelo que, ainda que digam o mesmo, defendem o contrário. E que a qualidade do debate não se mede pelo que substancialmente acrescenta, mas pelo ruído que produz, de que os «experts» retiram uma vitória e uma derrota. Banam-se, portanto, estes debates políticos. São desinteressantes e inúteis. As lutas de galos já estão, aliás, fora da lei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114880672859282318?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114880672859282318/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114880672859282318' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114880672859282318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114880672859282318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/05/debates-e-dislates.html' title='Debates e dislates'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114866299930801844</id><published>2006-05-26T17:59:00.000+01:00</published><updated>2006-05-27T12:40:21.830+01:00</updated><title type='text'>Vermelho ou encarnado?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma recente troca de impressões sobre o uso de uma ou outra palavras - vermelho ou encarnado - trouxe-me à memória o curioso artigo das «nose brigades», publicado num número do Courrier Internacional predominantemente dedicado a Angola. O artigo, desenvolvendo o tema dos sotaques, realçava a sua importância em África, enquanto factores de identificação com determinados estratos da sociedade detentores do poder. E exemplificava a tese com as «nose brigades», nome pelo qual são conhecidos alguns grupos de negros que nasalam o seu inglês por suporem que os brancos, melhor posicionados na escala social, falam pelo nariz, e com casos de gente ligada aos &lt;em&gt;media&lt;/em&gt;, cujo esforço de imitação de sotaques, bem sucedido, lhes permitira promover significativamente a sua imagem e ascender naquela escala. Mas não é só em África que estas coisas acontecem. Em Portugal – como, se calhar, no mundo inteiro - a maneira como se pronunciam as palavras também rotula. E também há imitadores. Mais ainda, as próprias palavras que se pronunciam são determinantes. Vermelho ou encarnado... Os homens são, realmente, muito iguais, apesar das suas diferenças. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114866299930801844?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114866299930801844/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114866299930801844' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114866299930801844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114866299930801844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/05/vermelho-ou-encarnado.html' title='Vermelho ou encarnado?'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114848849469285871</id><published>2006-05-24T17:32:00.000+01:00</published><updated>2006-05-24T18:44:15.610+01:00</updated><title type='text'>Quando há muito pior...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Constou-me que, na Índia, o número actual de «pendentes» nos tribunais já corresponde a cento e cinquenta anos de trabalho. É, talvez, a lentidão do ritmo de despacho ou julgamento, ou alguma propensão local para o litígio, ou uma política de combate ao desemprego… Não sei. O que sei é que, de há uns tempos a esta parte, são notícias assim que me consolam. Tanto se vem discutindo acerca do estado calamitoso da justiça em Portugal, da incorrecção das decisões tomadas, da falta de isenção dos juízes em questões que impliquem o poder político ou económico ou que conflituem com os seus próprios interesses e, problema maior, do atraso que os processos levam nos tribunais, e afinal! Será um atraso de trinta, quarenta anos? Se calhar, menos. Não percamos, portanto, a perspectiva. Somos maus, mas não somos, pelos vistos, tão maus como isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114848849469285871?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114848849469285871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114848849469285871' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114848849469285871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114848849469285871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/05/quando-h-muito-pior.html' title='Quando há muito pior...'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114831666632986683</id><published>2006-05-22T17:48:00.000+01:00</published><updated>2006-05-22T17:51:06.346+01:00</updated><title type='text'>Touradas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não se trata, aqui, de questionar tradições, hábitos, crenças ou gostos. Trata-se apenas de constatar o facto, insofismável, de que definem graus de civilização. Porque traduzem, geralmente, um certo modo de encarar os direitos e a liberdade dos outros - todos os outros - e, sobretudo, de respeitar a vida na sua imensa diversidade. Vem isto a propósito das touradas. Cujo valor ou simbolismo cultural não discuto. Apenas me impressiona - e não posso deixar de apodar de «bárbaro» - o prazer que muitos tiram da visão do sofrimento alheio, seja ele de pessoa ou de animal. O sangue excita o «voyeurismo», açula o que de mais primitivo existe sob as camadas de polimento ganhas com a evolução. E é em eventos como as touradas que esse primitivismo se revela, com gritos festivos de «olé» a cada guinada do animal sob a picada das farpas e com vários «olés» à estocada mortal. Acho que, depois disto, ainda temos de evoluir um pouco até nos podermos orgulhar da nossa «ocidentalidade».   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114831666632986683?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114831666632986683/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114831666632986683' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114831666632986683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114831666632986683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/05/touradas.html' title='Touradas'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114813513882811391</id><published>2006-05-20T15:21:00.000+01:00</published><updated>2006-05-23T14:04:14.090+01:00</updated><title type='text'>O Código da Vinci</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esperava melhor. Não tinha desgostado do livro, porque a tese do autor, tão válida mas insuficientemente fundamentada quanto as mil e uma teses defendidas neste domínio incerto da vida de Jesus, me parecera bem enquadrada por um enredo policial interessante, cheio de acção e cheio de «suspense». Mas já então tinha achado o seu final um pouco forçado, como se o autor, expendida a tese, tivesse ficado sem saber como «descalçar a bota». No filme - que, de uma maneira geral, segue o livro com bastante fidelidade - o problema da finalização agudiza-se. Tanto que, na minha opinião, é o remate que compromete a obra. O ritmo decresce, o filme ganha um tom solene, enfatuado, e há um excesso de inverosimilhança que significa, para mim, cedência ao sensacionalismo. E que se reflecte numa ou noutra cena vagamente incómoda, em que a própria representação do veterano Tom Hanks perde convicção. Mas isto é apenas o que eu vi. Não deixo, por isso, de recomendar «O Código da Vinci», se mais não for porque dá tema de conversa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114813513882811391?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114813513882811391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114813513882811391' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114813513882811391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114813513882811391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/05/o-cdigo-da-vinci.html' title='O Código da Vinci'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114811612091724237</id><published>2006-05-20T09:54:00.000+01:00</published><updated>2006-05-23T13:57:25.343+01:00</updated><title type='text'>«Politiquês»</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;«&lt;em&gt;Robert Kennedy, falando para pobres, citou Ésquilo. E não é que o entenderam? Aconteceu em tempos antigos, quando os políticos faziam fé na grandeza das pessoas&lt;/em&gt;», escreve Ferreira Fernandes na Sábado de há uma semana. Aconteceu, mas foi em tempos antigos, ressalto. O que então se falava, porque se acreditava que as pessoas pensavam, fazia sentido. Hoje, porque se acredita que não pensam, não faz. O discurso político apurou-se na desconversação, na fuga ao compromisso, e esvaziou-se de conteúdo. Recorre, é certo, a palavras «caras», a um «politiquês» sofisticado e hermético, com que procura obnubilar os ouvintes. Mas fá-lo sem glória. Salta demasiado à vista que essa parede bem pintada e arrebicada foi construída com entulho. Claro que há sempre os especialistas na leitura de sentidos ocultos, que surpreendem no discurso uma expressão, uma exclamação ou uma entoação cheia de significado e que logo ateiam nos &lt;em&gt;media &lt;/em&gt;um fogo especulativo, que só outro discurso, igualmente sofisticado e hermético, consegue apagar, lançando fagulhas para um novo incêndio. A realidade, porém, é óbvia. O vazio é tanto mais real, quanto não há nada que se possa ou se queira oferecer. É, aliás, a este vazio, associado a exemplos de corrupção e laxismo, que se deve o estado de extremo depauperamento a que chegou a nossa política.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114811612091724237?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114811612091724237/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114811612091724237' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114811612091724237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114811612091724237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/05/politiqus.html' title='«Politiquês»'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114793997193942750</id><published>2006-05-18T19:00:00.000+01:00</published><updated>2006-05-18T19:03:25.276+01:00</updated><title type='text'>Os velhos, os maduros, a revolução e o desemprego</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já em tempos me vi a braços com este nó górdio. Mas, para mim, outra das ambiguidades ínsita nas políticas deste Governo continua a ser essa de querer conciliar o adiamento das reformas – e o concomitante envelhecimento da população empregada - com a realização, também subscrita pelas empresas e pelos serviços, de uma revolução tecnológica, sabendo-se, como se sabe, que esta implica um salto geracional, que exige sangue novo, que impõe o rejuvenescimento dos efectivos. Era, talvez, possível manter todo o mundo no activo, «velhos», «maduros», «novos», se a solução não comprometesse a rentabilidade dos negócios. Comprometendo, há que trocar uns pelos outros. Troca que, sem o recurso aos esquemas alternativos da pré-reforma ou da reforma antecipada (que parecem causar ao nosso PM muitos pruridos), só pode fazer-se pela negociação de acordos «amigáveis» de rescisão contratual, que são a porta de entrada no desemprego de gente que não tem idade, nem para se reformar, nem para se reempregar. Pois é! Ou queremos os «velhos», ou queremos a revolução. Se queremos ambos, pagam os «maduros» com o desemprego. Não será assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114793997193942750?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114793997193942750/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114793997193942750' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114793997193942750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114793997193942750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/05/os-velhos-os-maduros-revoluo-e-o.html' title='Os velhos, os maduros, a revolução e o desemprego'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24315737.post-114771952088261776</id><published>2006-05-16T01:01:00.000+01:00</published><updated>2006-05-16T00:18:05.766+01:00</updated><title type='text'>As mulheres e a pirâmide</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Segundo dados do Ministério do Trabalho, o fosso salarial entre homens e mulheres tem estado a aumentar. O facto, divulgado pelo Jornal de Notícias, revela que o trabalho masculino é mais atractivo para as empresas, não tanto, creio eu, por razões de qualificação ou de qualidade, como por razões de disponibilidade. Ou seja, tendo de conciliar interesses familiares com laborais, as mulheres são, tendencialmente, menos assíduas e estão, em regra, muito condicionadas na gestão do tempo. Preteridas, portanto, no mercado de trabalho, as mulheres têm procurado, nos últimos anos, conquistar posições, «negociando» a repartição das tarefas domésticas e adiando a maternidade (processo em que, no que a certas fases diz respeito, não há repartição possível). O número de filhos, naturalmente, diminuiu. A questão que se levanta é, pois, a de saber como vai desenvolver-se a política de incentivo ao crescimento demográfico. É que, se ela não considerar aquele fosso e as ambições femininas de carreira, se não propuser medidas que permitam superar tais dificuldades, designadamente no sector que dá mais emprego, mas mais «corta a direito», que é o privado, receio bem que as mulheres possam continuar a furtar-se ao cumprimento do seu papel em prol do reequilíbrio da «pirâmide».&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Luar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24315737-114771952088261776?l=raio-de-lua.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/feeds/114771952088261776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=24315737&amp;postID=114771952088261776' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114771952088261776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24315737/posts/default/114771952088261776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raio-de-lua.blogspot.com/2006/05/as-mulheres-e-pirmide.html' title='As mulheres e a pirâmide'/><author><name>Luar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09271676043171425438</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry></feed>
